Rosário Meditado: Mistérios Luminosos

MISTÉRIOS DA LUZ (OU LUMINOSOS):

1º MISTÉRIO DA LUZ: Meditemos sobre o Batismo de Jesus no rio Jordão.

“Em Cristo não havia pecado, mas Deus colocou sobre Ele a culpa dos nossos pecados para que nós, por seu intermédio, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Cor 5,21). Assim, enquanto Cristo desce à água do rio como inocente, o céu se abre e a voz do Pai proclama-o Filho muito amado (cf. Mt 3,17), ao mesmo tempo em que o Espírito vem sobre Ele para investi-lo de poder na missão que o espera. Deste modo, no batismo de Cristo manifestou-se o mistério da Santíssima Trindade, e os fiéis, ao receberem o Batismo, ficam consagrados pela invocação e virtude da Trindade Beatíssima. Igualmente o abrir-se dos céus significa que a força deste sacramento, a sua eficácia, vem de cima, de Deus, e que por ele fica expedida para os batizados a via do Céu, fechada até então pelo pecado original (cf. Lc 3,21).

“A efusão do Espírito no batismo introduz o crente como ramo na videira que é Cristo (cf. Jo 15,5), o que constitui membro de seu corpo místico (cf. 1Cor 12,12; Rm 12,5). Se o batismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus pela inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma religiosidade superficial”;

2º MISTÉRIO DA LUZ: A auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná.

O primeiro milagre em Caná da Galiléia constitui um passo decisivo na formação da fé dos discípulos. Maria foi chamada por Jesus como “Mulher” neste primeiro milagre e outra vez no Calvário. Entre esses dois acontecimentos da vida de Jesus, Caná e o Calvário, há várias analogias. Situam-se um no começo e o outro no fim da vida pública, como para indicar que toda a obra de Jesus está acompanhada pela presença de Maria Santíssima. O seu título de Mãe adquire ressonância especialíssima: Maria atua como verdadeira Mãe de Jesus nesses dois momentos em que o Senhor manifesta a Sua divindade. Ao mesmo tempo, ambos os episódios assinalam o especial interesse e desvelo de Maria Santíssima pelos homens: Em Caná da Galiléia ela intercede quando “ainda não chegou a hora”; no Calvário Maria oferece ao Pai a morte redentora de seu Filho e aceita a missão que Jesus lhe confere de ser Mãe de todos os crentes, representados por João, o discípulo amado (cf. Jo 2,3).

A palavra “Mulher” é uma clara referência ao triunfo da mulher e da sua linhagem sobre a serpente (cf. Gn 3,15). Efetivamente, na morte de Cristo temos o triunfo sobre a serpente, pois Jesus ao morrer redime-nos da escravidão do demônio;

3º MISTÉRIO DA LUZ: Meditemos sobre o anúncio do Reino de Deus e o convite de Jesus à conversão.

O início da pregação do Evangelho foi marcado por um apelo de Jesus: “Convertei-vos e crede no Evangelho(Mc 1,15), daí a necessidade da conversão. Assim, Jesus iniciou sua pregação anunciando o advento do Reino de Deus convidando à conversão e perdoando os pecados de quem se dirige a Ele com humilde confiança.

É o início do ministério de misericórdia que Ele prosseguirá exercendo até o fim do mundo, especialmente através do Sacramento da Reconciliação confiado a sua Igreja (cf. Jo 20,22-23).

A conversão é um processo permanente de transformação da própria conduta e tem como meta a santificação. A conversão não é feita apenas de boas intenções, mas, sobretudo com atitudes concretas que alterem a forma de viver.

Peçamos, portanto, ao Espírito de Deus o dom da conversão para que, pelo processo de santificação, possamos produzir bons frutos em nossa família, no trabalho, na igreja e na sociedade;

4º MISTÉRIO DA LUZ: A transfiguração de Jesus.

A partir do dia em que Pedro confessou que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, o “Mestre começou a mostrar a seus discípulos que era necessário que fosse a Jerusalém e sofresse… que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia” (Mt 16,21); Pedro rechaça este anúncio, os demais também não compreenderam. É neste contexto que se situa o mistério da Transfiguração: o rosto e as vestes de Jesus tornam-se fulgurantes de luz, Moisés e Elias apareceram, “falavam de sua partida que iria se consumar em Jerusalém” (Lc 9,31). Uma nuvem luminosa os cobre e uma voz do céu diz:“Este é o meu Filho, o Eleito; ouvi-o” (Lc 9,35).

“Por um instante, Jesus mostra sua glória divina, confirmando, assim, a confissão de Pedro. Mostra também que, para entrar em sua glória (cf. Lc 24,26), deve passar pela cruz em Jerusalém. Moisés e Elias haviam visto a glória de Deus sobre a montanha (cf. Ex 24,15-16; 1Rs 19,8-9); a Lei e os profetas tinham anunciado os sofrimentos do Messias. A Paixão de Jesus é sem dúvida a vontade do Pai: o Filho age como servo de Deus. A nuvem evidencia a presença do Espírito Santo. Assim, na Transfiguração a Trindade inteira manifesta-se: o Pai, na voz; o Filho, na pessoa de Jesus; o Espírito Santo, na nuvem luminosa”;

5º MISTÉRIO DA LUZ: Meditemos sobre a Eucaristia.

Na véspera de sua paixão e morte Jesus reúne seus discípulos no cenáculo e, enquanto estavam comendo, tomou o pão e pronunciou a bênção, partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: “Tomai, comei, isto é o meu corpo”. Em seguida, pegou um cálice, deu graças e passou-o a eles, dizendo: “Bebei dele todos, pois este é o meu sangue da nova aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados” (Mt 26,26-28).

Jesus, nessa ocasião da última ceia, lavou os pés dos discípulos e, despedindo-se dos seus, disse-lhes: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13,34-35).

“Para deixar-lhes uma garantia deste amor, para nunca afastar-se dos seus e para fazê-los participantes de sua Páscoa, instituiu a Eucaristia como memória de sua morte e de sua ressurreição, e ordenou a seus discípulos que a celebrassem até a sua volta, “constituindo-os então sacerdotes do Novo Testamento” (cf. Lc 22,7-20; 1Cor 11,23-26; At 2,42-46; 20,7). “O Sacramento da Ordem aí está, para perenizar, tornar sempre presente esse Mistério Pascal, pelo poder que faz os ministros agirem na pessoa do Cristo, representando-o através de suas palavras, do seu amor, dos seus gestos salvíficos”;

ORAÇÃO DE INTENÇÕES:

Ó Senhor, nosso Deus e Pai Santíssimo, renovai em vossos filhos adotivos a graça batismal para que amadureçam na fé, sejam santificados como membros de Cristo, templos do Espírito e co-herdeiros do Reino de Deus.

Derramai infinitas graças sobre aqueles que vós amais e que ainda não vos amam. Tocai-nos com Vosso Espírito, iluminai nossas mentes para que possamos compreender Vossa Palavra; livrai-nos de todo o mal, das tentações, dos maus pensamentos e restaurai nossa parte afetiva; concedei-nos o dom de perdoar aqueles que magoaram e feriram nosso coração, retirai todas as marcas negativas e, sobretudo, o ressentimento, a tristeza e a depressão.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Livro “O ROSÁRIO MEDITADO – UM MÉTODO EFICAZ DE ORAÇÃO” que  pode ser adquirido por meio do site da Livraria Loyola:https://www.livrarialoyola.com.br/detalhes.asp?secao=livros&CodId=1&ProductId=276293&Menu=1#
Fonte Internet: http://rosariomeditado.blogspot.com.br/

Veja e imprima o belíssimo folder “Como Rezar o Terço”, do Santuário Nossa Senhora Aparecida, Diocese de Uberlândia, clicando em:Frente / Verso

Anúncios

Rosário Meditado: Mistérios Gloriosos

MISTÉRIOS GLORIOSOS

1º MISTÉRIO GLORIOSO: Meditemos sobre a ressurreição de Jesus e sua aparição aos discípulos.

Cristo ressuscitou com seu próprio corpo, mas Ele não voltou a uma vida terrestre, pois o Pai o glorificou. Da mesma forma que nele, todos ressuscitarão com o próprio corpo que têm agora, porém esse corpo será “transfigurado em corpo de glória”, em “corpo espiritual” (cf. 1Cor 15,44).

Jesus nos inspirou grande confiança e esperança quando nos disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que venha a morrer, viverá” (Jo 11,25; 6,35-40; 47-54). Esta verdade é a fonte de nossa esperança e de nossa alegria. Que paz ela traz ao nosso coração, enquanto caminhamos diariamente para a nossa própria ressurreição.

“Não é o encontro com Jesus vivo e ressuscitado que converte e fascina tantos homens e mulheres, que desde o início do cristianismo continuam a deixar tudo para o seguir e pôr a própria vida ao serviço do Evangelho? “Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação e vã a nossa fé” (1Cor 15,14).Assim, devemos constantemente renovar a nossa adesão a Cristo morto e ressuscitado por nós: a sua Páscoa é também a nossa Páscoa, porque em Cristo ressuscitado nos é dada a certeza da nossa ressurreição”;

2º MISTÉRIO GLORIOSO: Meditemos sobre a Ascensão de Jesus ao céu.

Com a ascensão culmina a exaltação de Cristo, que já se realiza na Ressurreição, e que constitui, juntamente com a Paixão e a Morte, o mistério pascal. Mesmo desaparecendo aos olhos dos Apóstolos, Jesus continua presente na sua Igreja, pelo dom do Espírito Santo e no sacramento da Eucaristia. Com a ascensão, Jesus Cristo leva toda a riqueza de sua convivência conosco para junto do Pai, na glorificação de Sua natureza humana, pela qual nossa natureza é glorificada. Naquela hora Cristo deve ter experimentado uma profunda alegria suscitada pelo sentimento da missão cumprida, cuja essência é revelar-nos o Pai e nos fazer amá-lo.

O Senhor Jesus subiu aos céus, para estar sentado à direita do Pai, (cf. Rm 8,34; Hb 10,12; Sl 110 (109),1) porque o Seu corpo, que pela Ressurreição estava dotado da glória imortal, não era adequado à morada nesta vida terrena, mas para tomar posse do trono altíssimo da Sua Glória. A Ascensão representa o reconhecimento do triunfo e exaltação de Cristo por parte do mundo celestial: É justo que a Santa Humanidade de Cristo receba a homenagem, a aclamação e a adoração de todas as hierarquias dos Anjos e de todas as legiões dos bem-aventurados da Glória;

3º MISTÉRIO GLORIOSO: A descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os discípulos.

Cinqüenta dias depois da Páscoa, cumpre-se a promessa de Jesus: “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava” (At 2,1-4).

Este acontecimento maravilhoso e extraordinário inunda a vida dos discípulos de Jesus com uma luz jamais experimentada. A vinda do Espírito Santo provocou em todos os presentes uma compreensão mais profunda das maravilhas de Deus. “O Espírito Santo é a alma da Igreja. A ela Ele foi dado como garantia de seu caminho, de modo que o mal nunca prevaleça contra a Igreja, e os discípulos, unidos aos seus pastores, conheçam com segurança os caminhos do Senhor e tenham força para colocá-los em prática. O Espírito Santo é Deus com o Pai e o Filho. Ele é o amor que existe entre o Pai e o Filho. Ele procede do Pai e do Filho”;

4º MISTÉRIO GLORIOSO: Meditemos sobre a triunfante Assunção de Nossa Senhora ao céu.

João Paulo II, em Catequese sobre Nossa Senhora, diz que São Paulo, na 1ª Carta aos Coríntios, faz uma espécie de comentário aprofundado do mistério da Assunção: “Mas a verdade é que Cristo foi ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados. Porque, assim como por meio de um homem (Adão) veio a morte, assim também por meio de um homem (Cristo) veio a ressurreição. Assim como, por estarem unidos com Adão, todos morrem, assim também, por estarem unidos com Cristo, todos ressuscitarão. Porém cada um será ressuscitado na sua vez: Cristo, o primeiro de todos; depois os que são de Cristo, quando ele vier” (1Cor 15,20-23; cf. 1Cor 15,53-55).

“Maria é a primeira dentre ‘os que são de Cristo’. No mistério da Assunção, Maria é a primeira a receber a glória; a Assunção representa quase o coroamento do mistério pascal (paixão, morte e ressurreição de Jesus). Cristo ressuscitou vencendo a morte, conseqüência original, e abraça com a sua vitória todos aqueles que aceitam com fé a Sua ressurreição. Antes de tudo, abraça Sua Mãe, libertada da herança do pecado original mediante a morte redentora do Filho na cruz. Hoje, Cristo abraça Maria, Imaculada desde a sua concepção, acolhendo-a, no céu, no corpo glorificado quase que a aproximar-lhe o dia do seu regresso glorioso à terra, o dia da ressurreição universal, esperada pela humanidade”;

5º MISTÉRIO GLORIOSO: Meditemos sobre a coroação gloriosa de Nossa Senhora como Rainha do céu e do universo.

“Então abriu-se o Templo de Deus no céu, a Arca da Aliança apareceu no Seu Templo… Depois, apareceu um grande sinal no céu: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça” (Ap 11,19 e 12,1).

“Essa visão do Apocalipse contempla Maria não só como Rainha de toda a criação, mas como Mãe da Igreja. E como Mãe da Igreja, Maria elevada e coroada no céu, não deixa de ser envolvida na história da Igreja, que é a história da luta entre o bem e o mal. São João, o autor do Apocalipse, escreve:“Apareceu então outro sinal no céu: um grande dragão vermelho” (Ap 12,3). Este dragão (satanás) é conhecido pela Sagrada Escritura como inimigo da Mulher, desde os primeiros capítulos do livro do Gênesis (cf. Gn 3,14-15). No Apocalipse, o mesmo dragão coloca-se diante da Mulher que está para dar à luz, preparando-se para lhe devorar o filho apenas ele nascesse (cf. Ap 12,4). O pensamento dirige-se de modo espontâneo para a noite de Belém e para a ameaça que a ordem perversa de Herodes representava para a vida de Jesus recém-nascido, a qual mandava “matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, da idade de dois anos para baixo” (Mt 2,16);

ORAÇÃO DE INTENÇÕES:

Ó Senhor, nosso Deus Altíssimo, o Pentecostes mostra a primeira comunidade de cristãos reunida com a Mãe de Jesus e fortalecida pela poderosa efusão do Espírito Santo, pronta para a missão evangelizadora.

Pela intercessão da Virgem Maria, a Mãe de Deus e Mãe do meu Salvador, renovai nos dias atuais o vigor de Pentecostes: Vinde ó Espírito Santo! Tocai nossos corações, inundai nossas almas e fortalecei-nos com Vossa presença; iluminai nossas mentes para que possamos vivenciar nas nossas relações cotidianas o que escutamos e pedimos em oração; libertai-nos de toda fraqueza, das enfermidades físicas e espirituais (vícios, concupiscência, mágoa, depressão); lavai-nos com a água da cura e do amor, convertei-nos e restaurai nossas almas.

Nós vos suplicamos ó Pai Santo, por Jesus Cristo, vosso Filho amado, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém!

Livro “O ROSÁRIO MEDITADO – UM MÉTODO EFICAZ DE ORAÇÃO” que  pode ser adquirido por meio do site da Livraria Loyola:https://www.livrarialoyola.com.br/detalhes.asp?secao=livros&CodId=1&ProductId=276293&Menu=1#
Fonte Internet: http://rosariomeditado.blogspot.com.br/

Veja e imprima o belíssimo folder “Como Rezar o Terço”, do Santuário Nossa Senhora Aparecida, Diocese de Uberlândia, clicando em:Frente / Verso

Rosário Meditado: Mistérios Dolorosos

MISTÉRIOS DOLOROSOS:

1º MISTÉRIO DOLOROSO: Meditemos sobre a agonia de Jesus no horto das oliveiras.

Antes de dirigir-se ao horto das oliveiras onde teve início aquela noite de agonia em que sofre terrivelmente por  nossos pecados, Jesus nos inspirou grande confiança e esperança  quando, ao   despedir-se desta vida, proferiu o “sermão de   adeus” ou “oração   sacerdotal”: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu  Filho, para que o teu  Filho te glorifique a ti, e, porque lhe deste poder sobre   todo homem, ele    dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste. Ora, a   vida eterna é  esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e  àquele  que tu  enviaste, Jesus Cristo. Eu te glorifiquei na terra e levei a   termo a obra que me deste   para fazer. E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a  glória que  eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse…” (Jo  17,1-5).  “Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste,   porque são teus.  Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu  sou glorificado neles… “Pai   santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por  aqueles que vão crer  em mim pela sua palavra… Pai, aqueles que me deste,  quero que estejam comigo  onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória,  glória que tu me  deste porque me amaste antes da fundação do  universo” (Jo 17,9- 10.20.24);

2º MISTÉRIO DOLOROSO: Meditemos sobre a sangrenta flagelação de Jesus atado à coluna.

Os açoites ou flagelação, eram aplicáveis apenas aos escravos e rebeldes a Roma; o flagelo usado era feito de tiras de couro, com pedaços de ferro e de osso fixados nas pontas e, a cada golpe, provocava feridas profundas e abundante sangramento. Imaginemos a cena cruel: Jesus despojado das vestes até a cintura, inclinado sobre a coluna, com as mãos atadas às argolas.

O profeta Isaías descreve com muita precisão (cerca de 760 anos a.C.) o Servo do Senhor no momento em que realiza sua missão de libertar o povo dos pecados e de torná-lo agradável a Deus. Como um cordeiro inocente, carregado dos delitos do seu povo, em silêncio, Jesus se deixa conduzir ao matadouro (cf. Is 53,1-12). E é de sua morte, aceita livremente, que provém a justificação para todas as pessoas.

O dramático encontro com Pilatos mostra Jesus silencioso, enquanto a autoridade, naquele momento a serviço do pecado do mundo que cega o povo, decide sua morte e o condena a flagelação;

3º MISTÉRIO DOLOROSO: A coroação de espinhos de Jesus.
“Enquanto Jesus era submetido a escárnios pelos soldados no pretório, Pilatos tentava conciliar o interesse de não comprometer sua posição política com seu dever de salvar um inocente. Nessas circunstâncias, Jesus em atitude de paz, doçura e dignidade, mas extremamente maltratado, exausto, o corpo dilacerado pelos açoites, o rosto cheio de hematomas e escarros, a cabeça perfurada por espinhos da coroa, uma vara como cetro nas mãos e um velho manto de púrpura sobre os ombros, foi trazido à presença de Pilatos. Este, diante da multidão, diz: “Ecce homo!”,  querendo dizer, “Eis o Homem!”, ou seja: vede em que estado de impotência está reduzido o homem que acusais de sublevar o povo contra a dominação romana!52. Esta imagem em que Jesus é lançado no maior desprezo ficou como símbolo vivo da dor humana, sob a invocação de “Ecce homo”. O Papa João Paulo II ao citar essa invocação diz: nesse desprezo, revela-se não somente o amor de Deus, mas o próprio sentido do homem; “Ecce homo” (em latim, eis o Homem), expressa o verdadeiro sentido do ser humano, ou seja, quem quiser conhecer o homem deve saber reconhecer o seu sentido, a sua raiz e o seu cumprimento em Cristo, Deus que se rebaixa por amor “até a morte, e morte de cruz”;

4º MISTÉRIO DOLOROSO: Meditemos sobre Jesus carregando a cruz a caminho do Calvário.

Levaram Jesus para o Calvário, uma colina fora dos primitivos muros de Jerusalém, a fim de que o sangue de um condenado não manchasse o território da Cidade Santa.

Nesse percurso, Jesus exausto, profundamente abalado pela perda de sangue ocorrida na flagelação, respiração ofegante, rosto desfigurado e banhado de sangue e suor cai três vezes sob o peso da cruz, segundo a tradição da Via-Sacra, por isso obrigaram Simão Cireneu a levar a cruz atrás dele.

“Seguindo Cristo no caminho para o Calvário,

o homem aprende o sentido da dor salvífica…

Como contemplar a Cristo carregado com a cruz ou crucificado, sem sentir a necessidade de se fazer “cireneu” em cada irmão abatido pela dor ou esmagado pelo desespero?”

5º MISTÉRIO DOLOROSO: Meditemos sobre a crucificação e morte de Jesus.

Juntamente com as marteladas que cravam Jesus, ressoam as palavras proféticas do Salmo: “transpassaram as Minhas mãos e os Meus pés, contaram todos os Meus ossos.

E eles mesmos olham para Mim e contemplam, repartem entre si as minhas roupas e sobre minha túnica tiram a sorte” (Sl 22 (21),17-19; cf. Lc 23,34).

Jesus nos instantes finais de sua vida, ensangüentado e chagado dos pés à cabeça, no ápice da sua dor, quando poderia, por sua natureza humana, ser levado a se revoltar contra a injustiça de sua condenação e do terrível suplício, dirige a seu Pai uma afetuosa oração: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34).

Com estas palavras Jesus pede perdão não só para aqueles que o crucificaram, mas também para aqueles que com os seus pecados foram causa da sua crucificação, isto é, para todos os pecadores; Jesus veio a este mundo assumir de modo completo nossos pecados para nos trazer a salvação.

Esta é a prova suprema do amor, da misericórdia e da justiça perfeita de Deus (cf. Lc 23,34);

ORAÇÃO DE INTENÇÕES:

Que a vossa poderosa mão ó Cristo Jesus, derrame infinitas graças sobre as pessoas cujos nomes vêm ao nosso coração, bem como sobre aquelas que estão desviadas da vossa Igreja; que elas sejam tocadas com a luz e a força do Espírito Santo e recebam a graça da conversão com adesão aos valores do Evangelho e ao serviço do vosso Reino.    Sabemos, ó Pai de infinita bondade, que cada irmão excluído e marginalizado em nossa sociedade é parte do mesmo Corpo de Cristo ao qual pertencemos. Abençoai todos esses irmãos que sofrem: os pobres e famintos que residem em favelas, os moradores de rua, os encarcerados, os portadores de necessidades especiais, aqueles que padecem por velhice, desemprego, injustiça e conflitos familiares, para que encontrem alívio e conforto no amor misericordioso de Deus. Nós vos suplicamos ó Pai, por Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém!

Livro “O ROSÁRIO MEDITADO – UM MÉTODO EFICAZ DE ORAÇÃO” que  pode ser adquirido por meio do site da Livraria Loyola:https://www.livrarialoyola.com.br/detalhes.asp?secao=livros&CodId=1&ProductId=276293&Menu=1#
Fonte Internet: http://rosariomeditado.blogspot.com.br/

Veja e imprima o belíssimo folder “Como Rezar o Terço”, do Santuário Nossa Senhora Aparecida, Diocese de Uberlândia, clicando em:Frente / Verso

Rosário Meditado: Mistérios Gozosos

MISTÉRIOS DA ALEGRIA (OU GOZOSOS):

“A alegria da vinda de Jesus, o Messias esperado por todos os povos em todos os tempos”.

1º MISTÉRIO DA ALEGRIA: Meditemos sobre a Anunciação do anjo Gabriel à Virgem Maria e a Encarnação do Verbo.

Neste mistério Maria recebe o anúncio do anjo Gabriel: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra” (Lc 1,35). Essa passagem evoca o livro do Êxodo:“Moisés subiu ao monte, a nuvem cobriu o monte e a glória do Senhor repousou sobre o monte Sinai, nela ficou o monte envolvido durante sete dias” (Ex 24,15-16). Do mesmo modo a “nuvem”, a“sombra” e a “glória do Senhor” cobriram Maria, encheram seu seio virginal e ela tornou-se Templo do Senhor, o primeiro Sacrário do mundo. Nesse “Templo”, nesse “Sacrário” Maria com sua carne revestiu o corpo do seu filho Jesus (a luz do mundo), e o Senhor revestiu Maria com sua Luz e sua Glória. Assim, o Senhor reuniu em Maria, como num sol, tudo o que todos os santos juntos têm de luz e de esplendor, conforme descreve o Apocalipse: “Apareceu no céu uma Mulher revestida de sol, a lua debaixo dos pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. E a Mulher estava grávida e deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro” (Ap 12,1.5);

2º MISTÉRIO DA ALEGRIA: Meditemos sobre a visita de Maria Santíssima à sua prima Isabel.

Apesar de trazer o Filho de Deus no próprio ventre, Maria não se instala comodamente nessa sublime honra, mas com o coração motivado pelo Espírito de Deus, pensa em sua prima Isabel que já tinha idade avançada e estava necessitando de sua ajuda. Tais circunstâncias especiais fizeram com que Maria deixasse a cidade de Nazaré e viajasse cerca de 112 Km em direção à pequena cidade da Judéia de nome “Ain Karim”, situada 6 Km a oeste de Jerusalém.

Imaginemos o esforço e o cansaço, frente às necessidades materiais de alimentação e de pousada, a que Maria se submeteu durante quatro a cinco dias da longa jornada pelos caminhos estreitos e íngremes daquela região árida, seca e montanhosa. Seguia apressadamente em direção à casa de Isabel, não para ser servida, mas para servir nas atividades domésticas, acompanhar a gestação de sua prima e, sobretudo, para evangelizá-la e levar-lhe a Boa Nova. Após exaustiva viagem, “Maria entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, quando ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?” (Lc 1,39-45);
  

3º MISTÉRIO DA ALEGRIA: Meditemos sobre o nascimento do Menino Jesus em uma gruta, em Belém.

Com a finalidade de coletar impostos, um decreto do imperador romano, determinando a realização de um censo em todo o império romano, fez com que José e Maria deixassem a cidade de Nazaré e viajassem cerca de 112 Km até a pequena cidade judaica de Belém, situada nas proximidades de Jerusalém. Embora o bebê no ventre de Maria pudesse nascer a qualquer momento, eles tiveram que viajar cerca de quatro a cinco dias e, dessa maneira, Jesus nasceu exatamente nos arredores da cidade profetizada para o seu nascimento (cf. Mq 5,2).

Reflitamos também sobre o acontecimento mais importante da história humana: “O Verbo de Deus todo-poderoso, criador de todas as coisas, Senhor do universo, merecedor de toda honra e glória (cf. Jo 1,1-18), nasce escondido numa manjedoura e assume de modo completo nossa condição humana limitada, para trazer-nos salvação. Por isso toda a Igreja se alegra e exulta, porque o Natal é a realização profunda da misericórdia de Deus. É comovente recordarmos que Deus quis se fazer homem, igual a nós em tudo, menos no pecado” (cf. Hb 4,15);

4º MISTÉRIO DA ALEGRIA: A apresentação do Menino Jesus no Templo de Jerusalém.

Simeão, movido pelo Espírito Santo, profetiza sobre o futuro do Menino e de Sua Mãe. Jesus, que veio para a salvação de todos os homens, não obstante, será sinal de contradição” (Lc 2,34).

“Ele é alvo de contradição porque, enquanto muitos o reconheceram, outros o perseguiram e tentaram eliminá-lo. Por ocasião da visita dos Reis Magos, sabendo que Jesus era o rei de Israel, Herodes decide matá-lO e empreende uma perseguição contra Ele; manda matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo. Maria e José fogem para o distante e desconhecido Egito, terra da qual nem sequer conheciam a língua, levando consigo o menino. Uma viagem longa, difícil, sofrida. Maria a empreende por amor e pela segurança de seu Filho. Jesus também é contradição para o materialismo, ao anunciar a realidade de um Reino que transcende o mundo em que vivemos. É contradição para o individualismo, quando nos apresenta uma fé a ser vivida em comunidade, dentro de uma relação fraterna: “Vós todos sois irmãos” (Mt 23,8; 2,13-23). Também é contradição, pois foi flagelado, cravado numa cruz e tornou-se sinal de paz entre o céu e a terra. Aceitando o próprio sacrifício, santificou a dor e a morte. Deu-lhe sentido, para que pudéssemos nos identificar com Ele nessa hora, transformando a morte em trampolim para a vida nova, eternamente feliz”;

5º MISTÉRIO DA ALEGRIA: Meditemos sobre a perda e o reencontro do Menino Jesus, no Templo de Jerusalém, entre os doutores da Lei

O Evangelho nos apresenta a Sagrada Família no momento em que Jesus completou doze anos. Maria e José, pais de Jesus, vão ao Templo em Jerusalém todos os anos para a festa da Páscoa, e em tudo eles eram obedientes à Lei Mosaica e à Aliança com Deus.

Naquela época era habitual várias famílias reunirem-se em caravanas para fazer a romaria anual a Jerusalém. Costumavam formar dois grupos para caminhadas com duração de quatro a cinco dias: um de homens e outro de mulheres e as crianças podiam ir com qualquer dos dois grupos, razão pela qual passou inadvertida a ausência do Menino na jornada de regresso, na ocasião em que as famílias se reagruparam para acampar no final do dia. Maria e José não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele. O Evangelho nos diz que “três dias depois, encontraram o menino no Templo sentado no meio dos doutores da Lei, escutando e fazendo perguntas” (Lc 2,46). Essa era a maneira usual de ensinar da época, por isso se deduz que Jesus está no Templo ensinando os doutores;

ORAÇÃO DE INTENÇÕES:

Ó Deus, Pai de misericórdia e de infinita bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo, concedei-nos imitar em nossos lares as suas virtudes para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar um dia às alegrias da vossa casa.

Nós vos suplicamos, ó Pai, bênçãos para que haja paz, harmonia e boas relações entre todos os povos, raças e nações. Que seus governantes, iluminados pela força do Espírito de Deus e conscientes do dever que lhes foi conferido, busquem a dignidade, a liberdade, o respeito à vida, promovam políticas voltadas para o bem comum e criem condições para que se evitem guerras e todas as formas de violência, em todo mundo.   Nós vos suplicamos ó Pai, por Cristo Jesus, Vosso Filho, que é Deus Convosco na unidade do Espírito Santo.  Amém!

Livro “O ROSÁRIO MEDITADO – UM MÉTODO EFICAZ DE ORAÇÃO” que  pode ser adquirido por meio do site da Livraria Loyola:https://www.livrarialoyola.com.br/detalhes.asp?secao=livros&CodId=1&ProductId=276293&Menu=1#
Fonte Internet: http://rosariomeditado.blogspot.com.br/

[print_link]

Veja e imprima o belíssimo folder “Como Rezar o Terço”, do Santuário Nossa Senhora Aparecida, Diocese de Uberlândia, clicando em:Frente / Verso

Rosário Meditado: Introdução

DIMENSÃO CONTEMPLATIVA DO ROSÁRIO MEDITADO

Na Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae” o Papa João Paulo II enfatiza: “O Rosário é uma oração marcadamente contemplativa dos mistérios de Nosso Senhor Jesus Cristo. Privado desta DIMENSÃO CONTEMPLATIVA perderia sentido, como sublinhava o meu antecessor o Papa Paulo VI quando afirmava: Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem alma e sua recitação corre o perigo de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas”

Todavia, para que possamos alcançar essa DIMENSÃO CONTEMPLATIVA dos Mistérios de Nosso Senhor, é indispensável aprofundamento do conhecimento da Palavra de Deus. Na verdade é o próprio mistério de Jesus Cristo que ocupa o centro do Rosário. Por isso não podemos rezá-lo em profundidade se desconhecemos o Evangelho e o básico da doutrina da Igreja.

Rezar o “Terço” numa DIMENSÃO CONTEMPLATIVA

Este livro tem por objetivo propor a oração do Rosário tendo como base a Palavra de Deus e desta maneira enriquecê-la sobremaneira com a DIMENSÃO CONTEMPLATIVA dos Mistérios de Cristo preconizada pelo saudoso e querido Santo Padre. Para tornar mais prática a leitura de cada Mistério do “Terço do Rosário” esta foi dividida em sete pequenos textos, distribuídos de A a G. Sugere-se que seja lido um texto por vez para auxiliar a mentalização da cena evangélica durante a dezena rezada. Desse modo, todos os demais textos serão lidos e meditados, enriquecendo significativamente a oração. Esta é a razão pela qual este livro deve ser utilizado todas as vezes que se rezar o “Terço Meditado”.

É necessário enfatizar que durante a recitação do “Terço do Rosário” não é importante direcionar a atenção para o significado das palavras das orações. Na verdade, a repetição mecânica das mesmas “Ave-Marias” e “Santa-Marias”, pronunciadas com os lábios, uma a uma, em ritmo cadenciado, enquanto se acompanha com os dedos o passar das contas, tem a finalidade de proporcionar um adequado fundo musical, uma espécie de trilha sonora que favorece a concentração no que realmente importa: “meditar e contemplar os Mistérios de Cristo”. Esse processo facilita o abrir do coração, deixando-o revestir-se pela ação do Espírito de Deus.

O Papa João Paulo II salienta:de fato, sobre o fundo das palavras das Ave-Marias, passam diante dos olhos da alma os principais episódios da vida de Jesus Cristo. Ao mesmo tempo, nosso coração pode incluir nestas dezenas do Rosário todos os fatos que formam a vida do indivíduo, da família, da nação, da Igreja e da humanidade”

Assim, enquanto fazemos a meditação dos mistérios de Cristo, podemos, segundo os ensinamentos do Papa, “colocar Jesus no centro, partilhando com ele alegrias e sofrimentos, colocando em suas mãos necessidades e projetos, e dele receber esperança e força para o caminho”. Devemos incluir em nossas intenções e pedidos, as necessidades de nossos familiares, as graças que desejamos para nossos pais, filhos, cônjuge, amigos, conhecidos, aqueles que pediram nossas orações e todas as demais intenções particulares.

 Papa João Paulo II – “Rosarium Virginis Mariae” (RVM), p.14

As “ORAÇÕES DE INTENÇÕES”, colocadas logo depois dos textos referentes a cada “Mistério”, não fazem senão atender a essa orientação do Papa, pois direciona nossas orações não somente às nossas necessidades pessoais, mas a todos os membros do corpo místico de Cristo. Dessa maneira elas adquirem um sentido de súplica, de intercessão, em que elevamos o pensamento a Deus para pedir por todos os integrantes da nossa comunidade.

RVM, p. 8

Livro “O ROSÁRIO MEDITADO – UM MÉTODO EFICAZ DE ORAÇÃO” que  pode ser adquirido por meio do site da Livraria Loyola:https://www.livrarialoyola.com.br/detalhes.asp?secao=livros&CodId=1&ProductId=276293&Menu=1#
Fonte Internet: http://rosariomeditado.blogspot.com.br/

Veja e imprima o belíssimo folder “Como Rezar o Terço”, do Santuário Nossa Senhora Aparecida, Diocese de Uberlândia, clicando em:Frente / Verso

O Dogma da Assunção de Nossa Senhora

Dogmas Marianos:

*A Imaculada Conceição de Maria

*Maria, Mãe de Deus

*A Assunção de Maria

*A Virgem

O dogma da Assunção se refere a que a Mãe de Deus, ao cabo de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial.
Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, no dia 1 de novembro de 1950, na Constituição Munificentissimus Deus:

“Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espirito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu”.
Agora bem, Porquê é importante que os católicos recordemos e aprofundemos no Dogma da Assução da Santíssima Virgem Maria ao Céu?
O Novo Catecismo da Igreja Católica responde à esta interrogação:

“A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos”(966).
A importância da Assunção para nós, homens e mulheres do começo do Terceiro Milênio da Era Cristã, radica na relação que existe entre a Ressurreição de Cristo e nossa. A presença de Maria, mulher da nossa raça, ser humano como nós, quem se encontra em corpo e alma já glorificada no Céu, é isso: uma antecipação da nossa própria ressurreição.
O Novo Catecismo da Igreja Católica (966) nos explica assim, citando a Lumen Gneitium 59, que à sua vez cita a Bula da Proclamção do dogma:

“Finalmente a Virgem Imaculada, preservada livre de toda macha de pecado original, terminado o curso da sua vida terrena foi levada à glória do Céu e elevada ao trobno do Senhor como Rainha do Universo, para ser conformada mais plenamente a Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte”.
Maria Santíssima mostra o destino dos que escutam a Palavra de Deus:

E o Papa João Paulo II, em uma das suas catequeses sobre a Assunção, explica isto mesmo nos seguintes termos:
“O dogma da Assunção, afirma que o corpo de Maria foi glorificado depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição dos corpos ocorrerá no fim do mundo, para Maria a glorificação do seu corpo se antecipou por singular previlégio”.
“Contemplando o mistério da Assunção da Virgem, é possível compreender o plano da Providência Divina com respeito a humanidade: depois de Crsito, Verbo Encarnado, Maria é a primeria criatura humana que realizou o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade prometida aos eleitos mediante a ressurreição dos corpos”.Continua o Papa: “Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que ‘escutam a Palavra de Deus e a cumprem'(Lc. 11,28). Nos estimula a elevar nosso olhar às alturas onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde escrava de Nazaré, já na glória celestial”.
Os homens e mulheres de hoje vivemos pendentes do enigma da morte. Ainda que o enfoquemos de diversas formas, segundo a cultura e crenças que tenhamos, por mais que o evadimos em nosso pensamento por mais que tratemos de prolongar por todos os meios ao nosso alcane nossos dias na terra, todos temos uma necessidade grande desta esperança certa de imortalidade contida na promessa de Cristo sobre nossa futura ressurreição.
Muito bem faria a muitos cristãos ouvir e ler mais sobre este mistério da Assunção de Maria, o
qual nos diz respeito tão diretamente. Por quê se chegou a difundir-se a crença no mito pagão da reencarnação entre nós? Se pensamos bem, estas idéias estranhas à nossa fé cristão vieram metendo-se na medida em que deixamos de pensar, de predicar e de recordar aos mistérios, que como o da Assunção, têm a ver com a outra vida, com a escatologia, com as realidades últimas do ser humano.
O mistério da Assunção da Santíssima Virgem Maria ao Céu nos convida a fazer uma pausa na agitada vida que levamos para refletir sobre o sentido da nossa vida aqui na terrra, sobre o nosso fim último: a Vida Eterna, junto com a Santíssima Trindade, a Santíssima Virgem Maria e os Anjos e Santos do Céu. O fato de saber que Maria já está no Céu gloriosa em corpo e alma, como nos foi prometido aos que façamos a Vontade de Deus, nos renova a esperança em nossa futura imortalidade e felicidade perfeita para sempre.

E o Papa João Paulo II, em uma das suas catequeses sobre a Assunção, explica isto mesmo nos seguintes termos:
“O dogma da Assunção, afirma que o corpo de Maria foi glorificado depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição dos corpos ocorrerá no fim do mundo, para Maria a glorificação do seu corpo se antecipou por singular previlégio” (JPII, 2- Julho-97).

“Contemplando o mistério da Assunção da Virgem, é possível compreender o plano da Providência Divina com respeito a humanidade: depois de Crsito, Verbo Encarnado, Maria é a primeria criatura humana que realizou o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade prometida aos eleitos mediante a ressurreição dos corpos” (JPII, Audiência Geral do 9-julho-97). Continua o Papa: “Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que ‘escutam a Palavra de Deus e a cumprem'(Lc. 11,28). Nos estimula a elevar nosso olhar às alturas onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde escrava de Nazaré, já na glória celestial”(JPII, 15-agosto-97).

Os homens e mulheres de hoje vivimos pendentes do enigma da morte. Ainda que o enfoquemos de diversas formas, segundo a cultura e crenças que tenhamos, por mais que o evadimos em nosso pensamento por mais que tratemos de prolongar por todos os meios ao nosso alcane nossos dias na terra, todos temos uma necessidade grande desta esperança certa de imortalidade contida na promessa de Cristo sobre nossa futura ressurreição.

Muito bem faria a muitos cristãos ouvir e ler mais sobre este mistério da Assunção de Maria, o qual nos diz respeito tão diretamente. Por quê se chegou a difundir-se a crença no mito pagão da re-encarnação entre nós? Se pensamos bem, estas idéias estranhas à nossa fé cristão vieram metendo-se na medida em que deixamos de pensar, de predicar e de recordar aos mistérios, que como o da Assunção, têm a ver com a outra vida, com a escatologia, com as realidades últimas do ser humano.

O mistério da Assunção da Santíssima Virgem Maria ao Céu nos convida a fazer uma pausa na agitada vida que levamos para refletir sobre o sentido da nossa vida aqui na terrra, sobre o nosso fim último: a Vida Eterna, junto com a Santíssima Trindade, a Santíssima Virgem Maria e os Anjos e Santos do Céu. O fato de saber que Maria já está no Céu gloriosa em corpo e alma, como nos foi prometido aos que façamos a Vontade de Deus, nos renova a esperança em nossa futura imortalidade e felicidade perfeita para sempre.
E o Papa João Paulo II, em uma das suas catequeses sobre a Assunção, explica isto mesmo nos seguintes termos:
“O dogma da Assunção, afirma que o corpo de Maria foi glorificado depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição dos corpos ocorrerá no fim do mundo, para Maria a glorificação do seu corpo se antecipou por singular previlégio” (JPII, 2- Julho-97).

“Contemplando o mistério da Assunção da Virgem, é possível compreender o plano da Providência Divina com respeito a humanidade: depois de Crsito, Verbo Encarnado, Maria é a primeria criatura humana que realizou o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade prometida aos eleitos mediante a ressurreição dos corpos” (JPII, Audiência Geral do 9-julho-97). Continua o Papa: “Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que ‘escutam a Palavra de Deus e a cumprem'(Lc. 11,28). Nos estimula a elevar nosso olhar às alturas onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde escrava de Nazaré, já na glória celestial”(JPII, 15-agosto-97).

Os homens e mulheres de hoje vivimos pendentes do enigma da morte. Ainda que o enfoquemos de diversas formas, segundo a cultura e crenças que tenhamos, por mais que o evadimos em nosso pensamento por mais que tratemos de prolongar por todos os meios ao nosso alcane nossos dias na terra, todos temos uma necessidade grande desta esperança certa de imortalidade contida na promessa de Cristo sobre nossa futura ressurreição.

Muito bem faria a muitos cristãos ouvir e ler mais sobre este mistério da Assunção de Maria, o qual nos diz respeito tão diretamente. Por quê se chegou a difundir-se a crença no mito pagão da re-encarnação entre nós? Se pensamos bem, estas idéias estranhas à nossa fé cristão vieram metendo-se na medida em que deixamos de pensar, de predicar e de recordar aos mistérios, que como o da Assunção, têm a ver com a outra vida, com a escatologia, com as realidades últimas do ser humano.

O mistério da Assunção da Santíssima Virgem Maria ao Céu nos convida a fazer uma pausa na agitada vida que levamos para refletir sobre o sentido da nossa vida aqui na terrra, sobre o nosso fim último: a Vida Eterna, junto com a Santíssima Trindade, a Santíssima Virgem Maria e os Anjos e Santos do Céu. O fato de saber que Maria já está no Céu gloriosa em corpo e alma, como nos foi prometido aos que façamos a Vontade de Deus, nos renova a esperança em nossa futura imortalidade e felicidade perfeita para sempre.

Fonte: ACI-Digital

altar igreja da assunção de nossa senhora

Elevada ao céu em corpo e alma:

O último, no sentido de mais recente, dos quatro dogmas marianos é o da assunção em corpo e alma ao céu de Maria, proclamado pelo Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950, festa de Todos os Santos. Esta verdade de fé só tem sentido considerada como conseqüência lógica da maternidade divina de Maria. Maria é uma criatura de Deus Criador, por isso mesmo teve um início e
um final de vida na terra. No início, temos sua conceição imaculada, em previsão de sua maternidade divina. No final, temos sua assunção gloriosa, como coroamento de uma vida humana vivida sem pecado, “cheia de graça” (Lc 1,28), íntegra no corpo e na alma, inteiramente consagrada à missão para a qual Deus a escolhera.

Na curta fórmula usada pelo Papa Pio XII para proclamar o dogma da assunção de Maria, que vem dentro da constituição apostólica “Munificentissimus Deus”, são explicitamente citados os outros dogmas marianos: a conceição imaculada, a maternidade divina e a virgindade perpétua. A solene fórmula é esta: “Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. No texto da constituição, o Papa acentua “a maravilhosa harmonia existente entre os privilégios concedidos por Deus àquela que o mesmo Deus quis associar ao nosso Redentor”.

Não vamos aqui discutir exegeticamente o sentido dos termos usados pelo Papa para a declaração do dogma. Já foram escritas centenas e centenas de páginas sobre isso. Apenas digamos que as palavras do Papa evitam falar sobre a morte ou não morte corpórea de Maria; evitam falar sobre o que seja o corpo humano e qual sua condição ao ser elevado ao céu; evitam falar do relacionamento entre corpo e alma; evitam usar algum verbo que sugira que o céu seja algum lugar determinado, “nas alturas”, por exemplo. Evidentemente os belíssimos quadros de Murillo e de outros pintores marianos, que fixaram em telas a assunção, sugerem ter sido Maria “levada pelos anjos” ao “mais alto” céu. O dogma não entrou nesse linguajar humano, muito compreensível, por sinal, porque sempre se imaginou Deus nas alturas e o diabo nos abismos.

O Papa Pio XII, na mesma constituição, faz, logo no início, uma longa referência ao nexo entre Maria assunta e Maria imaculada. Cito o belíssimo e fundamental texto, que espantou alguns grandes teólogos: “O privilégio da assunção brilhou com novo fulgor, quando o nosso predecessor Pio IX, de imortal memória, definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição. De fato, estes dois dogmas estão estreitamente conexos entre si. Cristo com a própria morte venceu a morte e o pecado, e todo aquele que pelo batismo de novo é gerado, sobrenaturalmente, pela graça, vence também o pecado e a morte. Deus, porém, por lei ordinária, só concederá aos justos o pleno efeito desta vitória sobre a morte, quando chegar o fim dos tempos. Por esse motivo, os corpos dos justos corrompem-se depois da morte, e só no último dia se juntarão com a própria alma gloriosa. Mas Deus quis excetuar desta lei geral a Bem-aventurada Virgem Maria. Por um privilégio inteiramente singular, ela venceu o pecado com a sua conceição imaculada; e por

esse motivo não foi sujeita à lei de permanecer na corrupção do sepulcro nem teve de esperar a redenção do corpo até o fim dos tempos. Quando se definiu solenemente que a Virgem Maria, Mãe de Deus, foi imune desde a conceição de toda a mancha, logo os corações dos fiéis conceberam uma mais nova esperança de que em breve o Supremo Magistério da Igreja definiria também o dogma da Assunção corpórea da Virgem ao céu”.

Se o dogma da Assunção é recente, a devoção a Nossa Senhora Assunta faz parte da piedade popular desde os primeiros séculos da Igreja. Nos primeiros séculos celebrava-se a “dormição” de Maria, cercada de muitas lendas, algumas até com evidentes heresias. Mas nenhuma dessas celebrações separava Maria de seu Filho glorioso. A celebração chamava-se também “Trânsito de Maria” e já então divergiam as opiniões sobre a morte ou não morte da Mãe de Jesus. Essas celebrações eram cercadas de muito carinho, sobretudo numa fértil e impressionante imaginação sobre os modos como Jesus teria vindo buscar sua Mãe e quem vinha em companhia dele para levar Maria aos céus.

Já no século V temos documentos da festa da Assunção no dia 15 de agosto e a festa vem enumerada junto com as festas da Natividade, da Apresentação, da Anunciação e da Purificação de Maria. E era por ocasião destas festas que os Santos Padres pronunciavam suas homilias marianas, fixando assim, através dos séculos, uma doutrina teológica que, seguramente, foi sustentada, alimentada e celebrada pela piedade popular. O Papa Pio XII, na Constituição Apostólica para a declaração do dogma, lembra que “nas homilias e orações para o povo na festa da Assunção da Mãe de Deus, os santos Padres e os grandes doutores falavam de uma festa já conhecida e aceita. Com a maior clareza a expuseram; apresentaram seus sentido e conteúdo com profundas razões, colocando especialmente em plena luz o que a festa tem em vista: não apenas que o corpo morto da Santa Virgem Maria não sofrera corrupção, mas ainda o triunfo que ela alcançou sobre a morte e a sua celeste glorificação, a exemplo de seu Unigênito Jesus Cristo”.

Um desses Santos Padres, sempre citado e citado pelo próprio Papa Pio XII, é São João Damasceno (650-750). É dele este texto: “Convinha que aquela que guardara ilesa a virgindade no parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da morte, imune de toda a corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o Criador fosse morar nos tabernáculos divinos. Convinha que a esposa, desposada pelo Pai, habitasse na câmara nupcial dos céus. Convinha que, tendo demorado o olhar em seu Filho na cruz e recebido no peito a espada da dor, ausente no parto, o contemplasse assentado junto do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse tudo o que pertence ao Filho e fosse venerada por toda a criatura como mãe e serva de Deus”.

O Santo Padre cita vários outros grandes autores antigos e conclui: “Por conseguinte, desde toda a eternidade unida misteriosamente a Jesus Cristo, pelo mesmo desígnio de predestinação, a augusta Mãe de Deus, imaculada na concepção, virgem inteiramente intacta na divina maternidade, generosa companheira do divino Redentor, que obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas conseqüências, ela alcançou ser guardada imune da corrupção do sepulcro, como suprema coroa dos seus privilégios. Semelhantemente a seu Filho, uma vez vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, rainha, refulge à direita do seu Filho, o imortal rei dos séculos”.

São Francisco de Assis tinha especial devoção à Imaculada Conceição, tanto que mandou fazer um altar especial para ela. Mas a devoção predileta do primeiro teólogo da Ordem Franciscana, Santo Antônio (+1231), era Nossa Senhora Assunta, Nossa Senhora da Glória. Morreu cantando a antífona das Laudes da Virgem: “Ó gloriosa e excelsa Senhora, bem mais que o sol brilhais”. Entre seus esquemas de sermões, há um inteiro dedicado à Assunção de Maria. Parte do texto do Eclesiástico: “Como um vaso de ouro maciço, ornado de toda espécie de pedras preciosas, como a oliveira carregada de frutos e como o cipreste que se eleva até as nuvens” (Eclo 50,10-11). Cito a passagem, onde fala de Maria como o trono do Altíssimo: “O lugar dos pés do Senhor foi Maria Santíssima, da qual recebeu a humanidade. Este lugar glorificou-o no dia de hoje, porque a exaltou acima dos coros dos anjos. Por isso se percebe claramente que a Virgem Santíssima foi assunta com aquele corpo que foi o lugar dos pés do Senhor. Donde a palavra do Salmo:

“Sobe, Senhor, para o lugar do teu repouso, tu e a arca da tua santificação” (Sl 132,8). O Senhor subiu, quando se assentou à direita do Pai. Subiu também a arca da sua santificação, quando no dia de hoje a Virgem Mãe chegou ao tálamo celestial”. Santo Antônio termina o esquema, lembrando que, aquela que fora na terra o trono do Senhor, hoje é posta num trono de luz eterna.

Logo depois de proclamar o dogma da Assunção em corpo e alma ao céu, o Papa Pio XII rezou uma oração composta por ele. Destaco apenas dois tópicos, para encerrar a nossa reflexão: Ó Virgem Imaculada, Mãe de Deus e Mãe dos homens, cremos, com todo o fervor de nossa fé, em vossa assunção triunfal em corpo e alma ao céu, onde sois aclamada Rainha por todos os coros dos anjos e todas as legiões dos santos, e a eles nos unimos para louvar e bendizer o Senhor, que vos exaltou sobre todas as demais criaturas, e para vos oferecer as expansões da nossa devoção e do nosso amor. Cremos que, na glória, onde reinais, revestida do sol e coroada de estrelas, sois, depois de Jesus, a alegria e o júbilo de todos os anjos e de todos os santos. E nós, desta terra onde somos peregrinos, confortados pela fé numa futura ressurreição, volvemos nossos olhos para vós, nossa vida, nossa doçura e nossa esperança”.

Fonte: Franciscanos – Frei Clarêncio Neotti, OFM

Oração à Nossa Senhora da Assunção:

Ó dulcíssima soberana, Rainha dos Anjos, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas, mas sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e, no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco.

Do alto desse trono em que reinas sobre todos os anjos e santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos; vede a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos até o fim de nossa vida! Pelos merecimentos de vossa bendita morte obtende-nos o aumento da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade de Deus, para que possamos, um dia, ir beijar os vossos pés e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes, para louvar e cantar as vossas glórias eternamente no céu. Assim seja. Amém.

Oração a Assunção de Nossa Senhora:

A ti, gloriosa, Virgem e Mãe, Santa Maria, a quem os discípulos de teu Filho veneraram como a mãe própria, por fidelidade ao testamento do Crucificado, e a quem nós seguimos venerando do mesmo modo.
A ti, a Bem-aventurada, a cheia de graça, segundo a saudação do anjo, elevada ao mais alto do céu, cuja casa os discípulos de teu Filho sentiram a necessidade de ir à hora de teu trânsito para se despedirem e sentirem teu último olhar terreno, e a quem nós vamos também para nos sentir olhados por teus olhos misericordiosos.
A ti, Bendita entre todas as criaturas, como te saudou tua prima Isabel, que desfruta da glória de teu Filho e nos confirma nosso destino, a ti, a quem os primeiros cristãos invocaram como a Mãe de Deus e sentiram refúgio e defesa, e nós seguimos sentindo quando rezamos a invocação mais antiga: “Debaixo de teu amparo nos acolhemos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis nossas súplicas nas necessidades, antes livrai-nos de todos os perigos, ó, Virgem sempre gloriosa e bendita”.
A ti, Rainha de tudo que foi criado porque participa do triunfo de teu Filho, a ti, a quem podemos invocar como advogada nossa ante o trono de Deus, como o foi ante o imperador Asuero a rainha Ester em favor de seu povo. Sabemos que intercedes por nós. Assim, oramos para ti os todos os dias: “Santa Maria, Mãe de Deus, roga por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.
A ti, esperança nossa, porque cremos que vive onde a humanidade tem seu destino, a quem cantam os monges: “Deus te salve, rainha e mãe, esperança nossa”, desde que São Pedro de Mezonzo compusesse a oração mais popular, “Salve”.
A ti, Nossa Senhora, e Senhora dos anjos, porta do céu, a quem são Bernardo cantou extasiado: “Oh clementíssima! Oh piedosa! Oh doce sempre virgem, Maria!”, a ti, que nos deixa sentir a certeza de teu acompanhamento peregrino.
Hoje, dia que veneramos e festejamos teu triunfo, ao tempo de te felicitar e de nos felicitar em ti dando voz a todos os que ainda caminham por este mundo, te pedimos que rogue por todos a teu Filho Jesus, para que um dia alcancemos a glória da qual tua já desfrutas.
Maria, rainha, elevada ao céu. Rogai por nós. Amém.

Fonte: Imaculado Coração de maria.

A Consagração e a Devoção à Virgem Maria

A consagração a Jesus Cristo pelas mãos da Virgem Maria.

A consagração ou escravidão de amor a Jesus por Maria é uma devoção muito antiga, que remonta os primeiros séculos da Igreja. Com o passar do tempo, a consagração passou a ganhar novos elementos, como a criação de fórmulas e orações a Santíssima Virgem. Grandes santos, como Santo Agostinho, São Domingos, Santo Afonso Maria de Ligório, escreveram sobre Nossa Senhora e sua importância para a Igreja e para a vida dos cristãos. Esta evolução da devoção a Maria ganhou, com São Luís Maria Grignion de Montfort, um método de consagração.

Este método de consagração é a escravidão total a Maria, que é a entrega de tudo o que temos e somos nas mãos da Santíssima Virgem, para que possamos pertencer de modo mais perfeito a Jesus. Esta consagração, ou escravidão de amor a Nossa Senhora, tem como finalidade a união com Cristo e o crescimento na graça de Deus. A maior intimidade com Jesus, por Maria, nos ajuda a compreender os desígnios de Deus e cumprir a Sua vontade em nossa vida.

A princípio, a consagração total a Maria, de que nos fala o Tratado, pode parecer contrária ao catolicismo, pois este tem Cristo como centro. Porém, São Luís deixa claro no Livro que a consagração a Virgem não se opõe à fé em Jesus e na Igreja, mas, ao contrário, nos leva viver com fidelidade os mandamentos da lei de Deus. Quem faz a consagração, segundo o Tratado, se compromete a ser fiel às promessas do batismo, ou seja, renunciar ao mal e ao pecado, e viver a vida nova em Cristo. Esta entrega total de tudo nas mãos de Maria, será uma ajuda para viver essa vida nova, pois Ela tudo entregará nas mãos do Filho, que nos fortalecerá na graça.

A consagração total a Virgem Maria tem como característica fundamental a entrega de tudo nas mãos de Nossa Mãe. Pode parecer exagero entregar tudo nas mãos de Maria, mas, ao fazer isso, estamos confiando tudo a Jesus. Quando dizemos que ao fazer a consagração entregamos tudo a Nossa Senhora, é porque entregamos a Ela tudo mesmo. Entregamos a Maria todo o nosso ser, nossa inteligência, nossos afetos, nosso corpo, nossa alma. Confiamos a Ela nossos sonhos, projetos, bens materiais e também, principalmente, os espirituais. Esses bens espirituais são as indulgências, as satisfações e os méritos das nossas orações, da participação da Santa Missa e de outros atos litúrgicos.

Ao entregar todo o nosso capital de graças a Maria não perdemos, mas, ao contrário, ganhamos, pois Ela vai usá-los da melhor maneira possível, para a intenção mais urgente ou para a pessoa que mais precisar. Podemos perguntar: depois de entregar tudo a Maria, o que acontecerá quando precisarmos? A resposta é simples: Nossa Senhora não nos desamparará, mas ao contrário, Ela usará a oração dos seus filhos e também seus próprios méritos, que são muito maiores que os nossos, em nosso favor. Podemos pedir o cuidado de Maria por nós ou outra pessoa ou situação, mas, é Maria quem dispõe das nossas orações como ela quer. Vivendo essa verdadeira pobreza espiritual, de não ter nem mesmo intenções das nossas orações, nos santificamos e nos aproximamos, cada vez mais, de Cristo de da Igreja.

A consagração total a Santíssima Virgem, pelo método de São Luís Maria, é um caminho rápido e seguro de santificação e, por isso, um caminho rápido e seguro que nos leva a Jesus Cristo e à salvação que Ele alcançou para nós. A consagração não dispensa o nosso esforço para vencer as dificuldades e para corresponder à vontade de Deus, porém, é um caminho mais fácil de santificação e de alcançar a salvação. Unidos a Virgem Maria, que está sempre conosco para nos ajudar, estaremos mais unidos a Jesus. Ainda que soframos alguma queda, Ela nos ajuda a levantar e a continuar no caminho que conduz a Cristo e, com Ele, a Salvação.

Por Natalino Ueda, formado em Filosofia e Teologia

Fonte Internet: http://blog.cancaonova.com/tododemaria/consagracao/

Como fazer a consagração?

Saiba como fazer a consagração a Virgem Maria conforme o Tratado da Verdadeira Devoção

Para fazer a consagração a Maria segundo o “Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort, a primeira coisa a fazer é conhecer esse precioso livro, que é um método de consagração. O Santo escreveu este livro no final de sua vida. Neste livro, ele nos dá a conhecer a reflexão e a experiência que desenvolveu em seu apostolado de propagar esta devoção, levando muitos muitos a se consagrarem a Nossa Senhora.

Tendo em vista a riqueza que é este pequeno livro, não podemos deixar de recomendar insistentemente que se leia o Tratado antes de começar a preparação para a consagração. Esta leitura é necessária para conhecer esta devoção, que é a consagração total a Virgem Maria. O Tratado nos ajuda a conhecer a nós mesmos, nossas misérias e fraquezas, e nos faz tomar consciência da necessidade do auxílio de Nossa Senhora. O livro também nos ajuda a conhecer a Virgem Maria, a quem nos consagraremos, e a Jesus Cristo, que é o fim último da consagração.

Depois da leitura do Tratado, escolhe-se uma data para fazer a consagração. Não há nenhuma indicação no Tratado, mas costuma-se fazer a consagração em um dia mariano. Outra indicação que podemos dar é fazer a consagração no dia de São Luís Maria, que é 28 de Abril, ou no dia da Imaculada Conceição de Maria, dia 8 de Dezembro, pois quem se consagrar neste dia ou renovar a consagração ganha indulgência plenária (desde que a pessoa tenha se confessado recentemente e reze um Pai-nosso, uma Ave-Maria, e um Glória, pelas intenções do Papa. A data não pode ser muito próxima, pois antes de fazer a consagração é preciso fazer uma preparação de trinta dias.

Esta preparação pode ser feita somente recitando as orações indicadas no Tratado (cf. TVD 227-230). Porém, recomenda-se também o uso de livros próprios para a preparação (exercícios espirituais para a consagração), e se faça as reflexões propostas para cada dia antes de fazer as orações. Outra coisa que ajuda é fazer a preparação para a consagração em grupo, pois, apesar da consagração ser pessoal, ela tem um caráter comunitário. Nesta preparação em grupo, pessoas que já fizeram a consagração e se disponham a ajudar são bem-vindas para orientar quem se prepara. Próximo do final da preparação, recomenda-se fazer uma boa confissão.

Após a preparação, no dia da consagração deve-se participar da Eucaristia e depois da comunhão se faz a consagração conforme a fórmula prevista no Tratado (cf. TVD 231). Caso não seja possível a participação da Santa Missa, pode-se fazer a consagração diante de uma imagem de Nossa Senhora. A fórmula da consagração deve ser escrita antes, de preferência de próprio punho. Depois da consagração, quem se consagrou assina a folha com a fórmula e, se houver um Sacerdote ou outra pessoa que possa ser testemunha, ele também deve assinar. São Luís Maria recomenda que a consagração seja renovada todo ano, na mesma data que foi feita pela primeira vez, com as mesmas orações preparatórias (cf. TVD 233).

Certamente, esta devoção a Nossa Senhora, ensinada por São Luís Maria, será de grande auxílio na nossa busca pela fidelidade à Igreja e aos mandamentos de Deus. Dessa forma, pelas mãos da Virgem Maria, nos aproximamos cada vez mais de Nosso Senhor Jesus Cristo e do Seu Reino.

Por Natalino Ueda, formado em Filosofia e Teologia. Na consagração a Virgem Maria, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, explicado no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, descobriu o caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina e escreve sobre esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é hoje o seu maior apostolado.

Fonte Internet: http://blog.cancaonova.com/tododemaria/como-fazer-a-consagracao/

Consagração A Nossa Senhora

Ó, Minha Senhora e também minha mãe
Eu me ofereço, inteiramente todo a vós.
E em prova da minha devoção
Eu hoje vos dou meu coração.

Consagro a vós meus olhos, meus ouvidos, minha boca.
Tudo o que sou, desejo que a vós pertença.
Incomparável mãe, guardai-me e defendei-me,
Como filho e propriedade vossa, Amém
Como filho e propriedade vossa, Amém.

Ó, Minha Senhora e também minha mãe
Eu me ofereço, inteiramente todo a vós.
E em prova da minha devoção
Eu hoje vos dou meu coração.

Consagro a vós meus olhos, meus ouvidos, minha boca
Tudo o que sou, desejo que a vós pertença
Incomparável mãe, guardai-me e defendei-me,
Como filho e propriedade vossa, Amém
Como filho e propriedade vossa, Amém.

 


Consagração à Nossa Senhora Aparecida

“Ó Maria Santíssima, que em vossa querida imagem de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil, eu, cheio (a) do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado (a) a vossos pés consagro-vos meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis.

Consagro-vos minha língua, para que sempre vos louve e propague vossa devoção. Consagro-vos meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.

Recebei-me, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas.

Acolhei-me debaixo de vossa proteção. Socorrei-me em todas as minhas necessidades espirituais e temporais e, sobretudo, na hora de minha morte. Abençoai-me, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda a eternidade.” Assim seja!

A oração da Salve Rainha comentada

Depois do Padre Nosso e da Ave Maria, não há oração tão profunda, formosa e simples como a Salve Rainha, que desde os primeiros momentos de sua aparição, em fins do século X, foi recebida pela Igreja e adotada pela Cristandade, e se reza a cada dia em todos os lares e em todos os templos católicos, desde os mais suntuosos até os mais humildes.

Nada há de estranho que assim seja, pois esta preciosa oração reúne as condições de toda oração para ser perfeita, segundo a doutrina do Anjo das Escolas [São Tomás de Aquino]: pedir com instância uma graça determinada e estar ela ordenada à vida eterna (cfr. Suma Teológica, Ila Ilae, q. 83, a. 17).

Por meio dela, sempre que nos sentimos angustiados pelas provas e amarguras da vida, recorremos ao trono celestial da Virgem, tesouro inesgotável de proteção e de consolo, saudando-a primeiramente com aquelas invocações de Rainha e Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, que resumem todos os motivos que temos para acudir a ela com filial e ilimitada confiança; expondo-lhe depois nossa triste condição de desterrados neste vale de lágrimas, através do qual caminhamos dolorosamente, como Ela caminhou um dia; pedindo-lhe, por último, que nos proteja com o dulcíssimo olhar dos seus olhos misericordiosos, e no final de nossa peregrinação mostre-nos Jesus, que é a ressurreição e a vida eterna. […]

Tantas são, com efeito, as belezas desta peregrina oração, tão profundos seus pensamentos, tão felizes suas expressões, que os historiadores da Idade Média, mais artistas que críticos, tais como João Eremita e Alberico de Trois Fontaines (aos quais mais tarde seguiram-se o grande canonista Alpizcueta e a Venerável Maria de Ágreda), acreditaram que tivesse origem angélica. […]

Várias nações reivindicaram sua paternidade, apresentando seus filhos mais preclaros como autores da grande oração mariana.

Mas, revisados pela crítica os títulos apresentados, foram se desfazendo muitos deles, e na hora presente não há mais que três escritores que podem aspirar à honra de terem composto a Salve Rainha: o germânico Hermann Contractus, o francês Aymar de Puy e o espanhol São Pedro de Mezonzo*.

Nota: o texto acima foi extraído do prólogo da seguinte obra:

Pe. Dr. Javier Vales Failde, La Salve Explicada, Tipografia de “El Eco Franciscano”, Santiago de Compostela, 1923.

* Nota da redação: Segundo uma tradição surgida no século XVI, São Bernardo, movido por inspiração divina, teria acrescentado as três invocações finais “Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria”. Mas há contra isso o silêncio dos contemporâneos do santo, e o fato de que o argumento da oração e sua conclusão sugerem um mesmo autor.

(Cfr. H. T. Henry, Salve Regina, The Catholic Encyclopedia, Volume XIII, Copyright © 1912 by Robert Appleton Company, Online Edition Copyright © 2003 by K. Knight).

Salve Rainha, Mãe de misericórdia

A palavra Salve, do mesmo modo que sua análoga Ave, é uma forma de saudação enfática, que expressa em geral sentimentos de respeito ou de veneração, de gratidão, amizade ou benevolência. […]

De um modo especial, a palavra Salve exprime ora um fervoroso desejo de que Deus guarde ou proteja a pessoa a quem se saúda, ora o contentamento que sua felicidade nos proporciona.

No primeiro destes sentidos, não podia de maneira alguma aplicar-se à Virgem, posto que Ela encontra-se no Céu desfrutando da felicidade mais extraordinária que possa imaginar-se; mas pode ser dirigida a Ela com toda propriedade no último sentido, como homenagem a suas excelsas virtudes e prerrogativas, como felicitação pela imensa dita de que goza, e por suas incomparáveis grandezas.

Neste sentido a saudou o Anjo ao anunciar-lhe o sublime mistério da Encarnação do Verbo. […]

*     *     *

A Virgem é Rainha por sua dignidade incomparável de Mãe de Jesus Cristo, Rei imortal das almas que conquistou em campo aberto, dando por elas sua preciosa vida; Rei imortal dos séculos, que se sucedem rendendo-Lhe homenagem ante sua Cruz e seus altares, em todas as línguas da Terra, não só na ordem religiosa, mas também na ciência, na arte e nas letras, nas instituições sociais, nas leis e nos costumes.

Tendo Jesus Cristo o principado absoluto e universal sobre todas as criaturas, pois seu Eterno Pai “o colocou à sua destra, acima de todo principado, potestade, virtude e dominação, e acima de toda e qualquer criatura, que tenha um nome não só neste mundo, mas também no que há de vir” (Ef I, 21), como nos diz São Paulo; e havendo sido associada a Santíssima Virgem à empresa divina da Redenção e ao triunfo de seu Filho, é natural que participe de suas prerrogativas como Mãe do “Rei da Glória”. […]

*     *     *

Depois do augusto nome de Deus, não há palavra que ressoe tão gratamente ao coração humano como o doce nome de Mãe. Os suaves ecos desta palavra incomparável comovem de tal maneira a alma, que não há idade, condição, raça nem estado de cultura que permita ao homem subtrair-se à sua terna e poderosa influência. […]

Pois bem, se todos os fiéis formamos com Cristo um só Corpo Místico, uma só pessoa moral, da qual Ele é a cabeça e nós os membros, a Santíssima Virgem é Mãe de Cristo não só enquanto Deus-Homem, mas também enquanto Salvador, como assim lhe anunciou o Anjo, dando-lhe Ela seu correspondente assentimento; depreende-se daí que é Mãe de todos aqueles que formamos parte integral daquele Corpo cuja Cabeça é Cristo. […]

*     *     *

Por que de misericórdia?

Porque a clemência é uma virtude especialíssima dos Reis, de tal sorte que, quando se os consagrava, ungia-se-lhes a cabeça com azeite de oliva, símbolo da piedade e da misericórdia, para dar-lhes a entender os sentimentos que deviam palpitar, ante todos, em seus reais peitos – como observa Santo Afonso de Ligório.

Porque, consistindo o reinado de Deus na justiça e na misericórdia, parece ter-se reservado para Ele a justiça, confiando à Rainha do Céu a administração da misericórdia – como sentem João Gerson, grande Chanceler da Sorbonne, São Tomás de Aquino e o Doutor Seráfico São Boaventura.

Porque a Virgem foi predestinada para Mãe do Criador, para que salvasse por sua compaixão os que a justiça de seu Filho não podia salvar; e é tanto mais poderosa quanto mais é misericordiosa – no dizer de São João Cristóstomo e de São Pedro Damião.

Vida, doçura e esperança nossa, salve!

Como a Virgem é nossa vida? Não existiria a chuva benéfica que fecunda a terra sem a nuvem que a condensa em seu seio e a esparge suavemente; nem os saborosos frutos que nos alimentam, sem a árvore que os produz; nem as frescas águas do arroio, que fertilizam a pradaria e apagam a sede dos fatigados viajantes, sem o manancial de onde se origina; assim também não teríamos sido regenerados na vida sobrenatural da graça – por meio da Redenção, primeiro, e dos Sacramentos depois – se não existisse a Santíssima Virgem. Ou se não tivesse Ela dado seu consentimento ao Anjo quando este lhe anunciou o mistério da Encarnação, comunicando-lhe o modo maravilhoso como se verificaria, dizendo: Faça-se em mim segundo tua palavra. […]

Como Jesus Cristo veio ao mundo por Maria, Ela não é a vida, mas sim o meio pelo qual nos veio a Vida, o meio pelo qual nos pusemos em comunicação com Deus, que é a fonte da vida.

*     *     *

Doçura: Não se trata aqui precisamente do gosto sensível, das inefáveis delícias da piedade nem dos elevados gozos do espírito que São Bernardo, São Bernardino de Siena, São Boaventura, Santo Antonio de Pádua, Santo Estanislau Kostka e outros santos experimentaram na devoção a Maria. Para eles, até seu nome era mel saboroso e música regalada, arrancava lágrimas de seus olhos e exaltava o coração de alegria. […]

Trata-se mais precisamente da confiança que inspiram o grande poder e a bondade sem limites da Virgem, na qual pôs Deus, para nossa dita e consolo, todas as qualidades com que dotou o coração das mães que nos deram o ser, para nossa felicidade terrena. […]

Trata-se do consolo que infunde em todos os corações crentes o culto da Virgem, a quem a Igreja de Cristo quer que invoquemos com o precioso título de Consoladora dos aflitos; quer dizer, dos órfãos, dos deserdados da fortuna, dos enfermos, dos moribundos, dos pecadores, de todos os que choram.

*     *     *

Esperança nossa: Formosa invocação, grandiloqüente e consoladora!

Porque a esperança é o alento divino que reanima nosso espírito, abatido pelas infinitas penalidades e pelo incessante batalhar da vida; porque a esperança sustém nossa fé nas promessas do Evangelho, especialmente as que se referem à salvação eterna, que se obtém após triunfar de tantos obstáculos, inimigos e contradições. […]

Nossa verdadeira esperança, nossa esperança formal, falando em termos teológicos, é, e somente pode ser, Jesus Cristo, nosso Redentor, por cujos méritos infinitos e nossa livre cooperação com a graça somos perdoados e salvos; a Santíssima Virgem é nossa esperança como meio, o mais eficaz, para chegar a seu divino Filho e obter o perdão de nossos pecados, a perseverança em sua santa graça e outros favores, tanto espirituais como temporais. […]

“Cremos – diz o grande Leão XIII – que nada pode conduzir mais eficazmente a este fim (o de obter a assistência dos socorros divinos nas calamidades que nos afligem), do que fazer-nos propícios, com a prática da religião e da piedade, à grande Mãe de Deus, a Virgem Maria, que é quem pode alcançar-nos a paz e dispensar-nos a graça, pois está colocada por seu Divino Filho no cimo da glória e do poder, para ajudar com o socorro de sua proteção os homens que, em meio das fadigas e perigos, se encaminham à Cidade Eterna” ( Leão XIII, encíclica Supremi Apostulatus).

A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva

Sem os profundos transtornos que no mundo moral e na natureza inteira se produziram em conseqüência do pecado dos nossos primeiros pais, as virtudes que produzem a ventura teriam florescido no coração humano e uma perpétua primavera teria reinado na Terra, convertida em mansão de alegria, de paz e de felicidade.

Mas, consumada aquela funestíssima desobediência, do coração do homem, nascido para amar, desbordar-se-iam com muita freqüência as paixões mais insanas e funestas, antagonismo de raças, povos, nacionalidades, ódios de partidos, lutas e rivalidades de classes, contendas fratricidas entre filhos de um mesmo lar ou de uma mesma pátria. […]

Quem poderá enumerar as inquietudes, sofrimentos e angústias que assaltam continuamente os caminhos do nosso triste viver?

A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva: Recordemos que a Santíssima Virgem, carne de nossa carne, osso de nossos ossos, filha de Eva como nós, passou pelas tristezas, provas, dores e as maiores amarguras que se podem experimentar neste desterro. […]

A Vós, que sois, como nós, filha daquela Eva que nos arrastou em sua queda, lavrou nossa desventura, semeou o mundo de abrolhos e espinhos e nos deu por patrimônio a dor e a morte; a Vós, que sois a segunda Eva, suscitada por Deus para trazer-nos ao pé da árvore bendita o divino remédio dos infinitos males que, ao pé de uma árvore de maldição, nos trouxe a primeira; a Vós, que passastes pelas tristezas desse mesmo desterro, experimentando todas as suas privações, penalidades e amarguras; a Vós, que sois Rainha e Mãe de misericórdia; a Vós, que sois nossa vida, nossa doçura e nossa esperança.

A Vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas

Quem poderá explicar as inumeráveis adversidades e sofrimentos que nos arrancam copiosas lágrimas, umas visíveis, que correm de dentro para fora, outras invisíveis, que correm de fora para dentro e são ainda mais amargas?

Quem poderá dizer as infinitas dores que laceram o corpo, as penas que torturam a alma, as inquietudes que agitam o espírito, as inesperadas quebras de fortuna que zombam de todas as previsões e seguros, as perdas dolorosíssimas dos seres mais queridos, as epidemias, guerras e revoluções que se alimentam de milhões de vítimas, as calamidades públicas e individuais que vão tecendo a imensa teia da vida humana? […]

Grande poder é o das lágrimas, com as quais até as próprias rochas se abrandam […]

Por isso o autor da Salve Rainha trata de dispor favoravelmente o coração da Rainha e Mãe de Misericórdia, antes de apresentar a grande petição que se propõe fazer-lhe, recordando-lhe a infelicíssima condição de nosso desterro, entristecido seguidamente com nossos gemidos e regado por nossas lágrimas.

Por isso diz: a Vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas.

Eia, pois, Advogada nossa

Retrocede o autor da oração, após a introdução, e volta-se para a Virgem Santíssima, a fim de insistir ainda mais no pedido, e a invoca com um novo título: Eia, pois, Advogada nossa.

E, com efeito, faltava esta suprema invocação, que envolve nada menos que as duas funções mais augustas que a Virgem desempenha no Céu com relação a nós: a de Intercessora e a de Mediadora, contidas no título de Advogada. […]

É nossa intercessora porque, como sabemos, é nossa mãe na ordem sobrenatural da graça; e sendo-o, deve contribuir por todos os meios possíveis para dar-nos e conservar-nos essa vida, de modo semelhante ao que fazem com seus filhos as mães segundo a natureza.

Mas como ela não pode, por si, dar-nos tal vida sobrenatural da graça, nem fazer-nos recobrá-la quando pelo pecado a perdemos, é necessário que interceda junto a seu Divino Filho, fonte da graça, para que no-la conceda, no-la conserve e no-la devolva uma vez perdida.

Esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei

Chega, por fim, o momento de fazer a desejada petição. Qual será? Muito interessante e extraordinária, sem dúvida, pois vai precedida de um preâmbulo tão magnífico e grandiloqüente. Muito piedosa e bela será, pois o que a dirige é um grande santo, um inspirado poeta, uma alma verdadeiramente inflamada no amor da Virgem, o mais belo e santo ideal que existe na ordem da graça depois de Jesus Cristo. […]

Esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei: que é, sem dúvida, uma das mais formosas e felizes frases desta oração, porque, com efeito, não há para nós, os degredados filhos de Eva, que gememos e choramos neste vale de lágrimas, outros olhos como os da Virgem Mãe de Jesus Cristo, tão belos, doces, delicados e compassivos, pois têm o maravilhoso privilégio de curar, ou aliviar nossas dores somente olhando-nos.

Felizes aqueles a quem Ela olhe com seus preciosos olhos, pois a doce claridade de seu olhar ilumina o espírito crente com suaves resplendores, preserva o coração das paixões insanas, consola e conforta o espírito abatido e entristecido pelas penalidades e sofrimentos da vida, elevando-nos às alturas de onde não se respira o ambiente das misérias humanas.

Doce confiança a que Maria inspira a todos os corações crentes que a amam com fervor, a invocam em suas provas e tribulações e cantam seus louvores em todas as línguas da Terra. O enfermo recorre a Maria para pedir sua cura; a alma inquieta, a paz; o coração angustiado, a resignação e a calma; o ânimo angustiado, um pouco de esperança. […]

Ó Maria! Quem sois e o que sois, para que todo esse conjunto de necessitados recorra a Vós, e tão prontamente recobre a esperança?

Quem sois? Uma Mãe para todos, que devolveis aos corações mais feridos e abandonados a esperança e a vida. Mãe compassiva, que se compadece de todo sofrimento, de todo abandono e de toda dor. Mãe amorosa, que se comove ao menor grito de seus filhos e acode ao ouvir o mais ligeiro suspiro. Mãe vigilante, que vê, compreende e sabe tudo, e não descansa enquanto tem algum bem a dispensar. […]

*     *     *

Ó Mãe amada! Sempre sereis toda poderosa, toda misericordiosa, boa integralmente para todos. O sorriso de vossos lábios atrairá sempre o pobre, o que sofre, o culpado, e ninguém se retirará sem levar, dadas por Vós, a paz e a esperança.

Ó Mãe santa! Ninguém pode aproximar-se de Vós sem experimentar em si mesmo algo mais santo, se é puro.

Como a luz sempre ilumina e o fogo sempre aquece, assim vossa santidade sempre santifica. Concedei-nos que, ao menos por um instante, aproximem-se de Vós as almas que nos são queridas e vivem afastadas de Deus. […]

Ó Mãe amável! Em todas as circunstâncias, sempre dais algo àquele que para Vós estende suas mãos, ou que mal se dirige a Vós do mais íntimo de seu coração. Qualquer que seja o estado de uma alma — seja débil, seja culpável, ora covarde ou desesperada —, jamais se retirará de vossa presença pronunciando esta tristíssima expressão: Ela me rechaçou!

Graças, meu Deus, por me terdes dado Maria! Graças, Santa Igreja Católica, por haver-me inspirado a doce obrigação de invocar, de recorrer a Maria! Graças, minha mãe amada, por me terdes ensinado, em minha infância, a balbuciar este dulcíssimo nome!

V: Rogai por nós, Santa Mãe de Deus;

R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Broche diamantino com que se encerra esta solene, profunda, grandiosa, delicada e dulcíssima prece, que as carmelitas mártires de Compiègne entoaram fervorosamente no caminho do sacrifício pela fé de Cristo, e que a Igreja canta ou reza no final de seus cultos e solenidades.

Formoso e fervoroso epílogo de quanto se disse à Mãe do Amor e da santa Esperança.

___________

(Excertos da obra do Pe. Dr. Manuel Vidal Rodríguez, La Salve Explicada, Tipografia de “El Eco Franciscano”, Santiago de Compostela, 1923).

Fonte Revista Catolicismo:

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/611F69E2-1350-432E-AD3C4FF3F06E1E1D/mes/Marco2004

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/A2650879-D0B7-B67F-B1000612542A70EB/mes/Abril2004

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/99C6E357-D0B7-B67F-B1E0573AEDAC28C3/mes/Maio2004

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/826B9B00-A2C4-17AD-10599857F93BD1B5/mes/Junho2004

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=CA8330A3-C694-5B6F-DA3AD55505294D20&mes=julho2004

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/9263ADB2-0A88-4B4A-865F0A9D30037290/mes/Agosto2004


Salve Rainha: Origem e História

A autoria da oração é atribuída ao monge Hermano Contracto que a teria escrito por volta de 1050, no mosteiro de Reichenan, na Alemanha. Naquela época a Europa central passava por calamidades naturais, epidemias, miséria, fome e a ameaça contínua dos povos nómadas do Leste que invadissem os povoados, saqueando-os e matando.

Frei Contracto nascera raquítico e disforme, na idade adulta, andava e escrevia com dificuldade. Foi nesta situação que Frei Contracto cria esta prece, mesclando sofrimento e esperança, que é a “Salve Rainha”.

Segunda da crença, quando nasceu Frei Contracto e constatarem o raquitismo e má formação do bebê, sua mãe Miltreed, consagrou-o no leito à Maria, sendo educado na devoção a ela. E, anos mais tarde, foi levado de liteira, por ser deficiente físico, até o mosteiro de Reichenan, onde com o tempo chegou a ser mestre dos noviços.

Quando veio a ser conhecida pelos fiéis, a “Salve Rainha” teve um sucesso enorme, e logo era rezada e cantada em muitos locais. Um século mais tarde, ela foi cantada também na catedral de Espira, por ocasião de um encontro de personalidades importantes, entre elas, a do imperador Conrado III e São Bernardo, conhecido como o “cantor da Virgem Maria”, ele que foi um dos primeiros a chamá-la de “Nossa Senhora”. Dizem que foi nesse dia e lugar que, ao concluir o canto da “Salve Rainha”, cujas últimas palavras eram “mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre”, no silêncio que se seguiu, São Bernardo que gritou sozinho no meio da catedral: “Ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria”… E a partir dessa data estas palavras foram incorporadas à “Salve Rainha” original.

Assista abaixo a Salve Rainha cantada pelo Pe. Reginaldo Manzotti:

Veja também a palestra “A Salve Rainha Explicada” por Pe. Paulo Ricardo, no Portal Canção Nova.

A oração da Ave Maria comentada

Em comunhão com a Santa Mãe de Deus – A ORAÇÃO DA AVE-MARIA

Comentário da Oração da Ave Maria no Catecismo da Igreja Católica

Na oração, o Espírito Santo nos une à Pessoa do Filho Único, em sua humanidade glorificada. Por ela e nela, nossa oração filial entra em comunhão, na Igreja, com a Mãe de Jesus.

A partir do consentimento dado na fé por ocasião da Anunciação e mantido sem hesitação sob a cruz, a maternidade de Maria se estende aos irmãos e às irmãs de seu Filho “que ainda são peregrinos e expostos aos perigos e às misérias”. Jesus, o único Mediador, é o Caminho de nossa oração; Maria, sua Mãe e nossa Mãe, é pura transparência dele. Maria “mostra o Caminho” (“Hodoghitria”), é seu “sinal”, conforme a iconografia tradicional no Oriente e no Ocidente.

A partir dessa cooperação singular de Maria com a ação do Espírito Santo, as Igrejas desenvolveram a oração à santa Mãe de Deus, centrando-a na Pessoa de Cristo manifestada em seus mistérios. Nos inúmeros hinos e antífonas que exprimem essa oração, alternam-se geralmente dois movimentos: um “exalta” o Senhor pelas “grandes coisas” que fez para sua humilde serva e, por meio dela, por todos os seres humanos; o outro confia à Mãe de Jesus as súplicas e louvores dos filhos de Deus, pois ela conhece agora a humanidade que nela é desposada pelo Filho de Deus.

Esse duplo movimento da oração a Maria encontrou uma expressão privilegiada na oração da Ave-Maria:

“Ave, Maria (alegra-te, Maria)”.

A saudação do anjo Gabriel abre a oração da Ave-Maria. É o próprio Deus que, por intermédio de seu anjo, saúda Maria. Nossa oração ousa retomar a saudação de Maria com o olhar que Deus lançou sobre sua humilde serva, alegrando-nos com a mesma alegria que Deus encontra nela.

“Cheia de graça, o Senhor é convosco”.

As duas palavras de saudação do anjo se esclarecem mutuamente. Maria é cheia de graça porque o Senhor está com ela. A graça com que ela é cumulada é a presença daquele que é a fonte de toda graça. “Alegra-te, filha de Jerusalém… o Senhor está no meio de ti” (Sf 3,14.17a). Maria, em quem vem habitar o próprio Senhor, é em pessoa a filha de Sião, a Arca da Aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: ela é “a morada de Deus entre os homens” (Ap 21,3). “Cheia de graça” e toda dedicada àquele que nela vem habitar e que ela vai dar ao mundo.

“Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”.

Depois da saudação do anjo, tomamos nossa a palavra de Isabel. “Repleta do Espírito Santo” (Lc 1,41), Isabel é a primeira na longa série das gerações que declaram Maria bem-aventurada: “Feliz aquela que creu…” (Lc 1,45): Maria é “bendita entre as mulheres” porque acreditou na realização da palavra do Senhor. Abraão, por sua fé, se tornou uma benção para “todas as nações da terra” (Gn 12,3). Por sua fé, Maria se tornou a mãe dos que crêem, porque, graças a ela, todas as nações da terra recebem Aquele que é a própria benção de Deus: “Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”.

“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…”

Com Isabel também nós nos admiramos: “Donde me vem que a mãe de meu Senhor me visite?” (Lc 1,43). Porque nos dá Jesus, seu filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: “Seja feita a vossa vontade”.

“Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.

Pedindo a Maria que reze por nós, reconhecemo-nos como pobres; pecadores e nos dirigimos à “Mãe de misericórdia”, à Toda Santa. Entregamo-nos a ela “agora”, no hoje de nossas vidas. E nossa confiança aumenta para desde já entregar em suas mãos “a hora de nossa morte”. Que ela esteja então presente, como na morte na Cruz de seu Filho, e que na hora de nossa passagem ela nos acolha como nossa Mãe, para nos conduzir a seu Filho, Jesus, no Paraíso.

Fonte Internet / Site Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil:
http://www.franciscanos.org.br/?p=15664

Veja abaixo alguns vídeos com lindas interpretações da Ave Maria cantada:

Significado da oração do Pai Nosso

No Evangelho de Mateus, Jesus ensina: “… o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome…” (Mt 6,8-9). Dessa forma, Cristo ensina a principal oração dos cristãos, que os acompanha desde os primórdios da fé.

O Catecismo da Igreja Católica classifica a oração do Pai Nosso como a oração que está no centro das Escrituras, “a Oração do Senhor” e a oração da Igreja. E, Santo Agostinho explica que todas as orações da Bíblia, inclusive os Salmos, se convergem nos pedidos do Pai Nosso. “Percorrei todas as orações que se encontram nas Escrituras, e eu não creio que possais encontrar nelas algo que não esteja incluído na oração do Senhor (Pai Nosso)”.

Segundo o Catecismo, esta oração deve ser tida como principal modelo de oração cristã, com a qual se inicia todas as demais orações. Todavia, não deve ser recitada como uma fórmula repetida “maquinalmente”.

De acordo com padre Alessandro Henrique das Chagas, pároco da Paróquia de Santa Cecília, em Cruzeiro (SP), a oração do Pai Nosso é fundamental porque contém tudo aquilo que é essencial para a vida humana.

“O Pai Nosso tem sete pedidos incluídos em si. Esse número na Sagrada Escritura significa a plenitude, plenitude de tudo aquilo que o homem precisa. Então, ela é fundamental porque o que está contido no Pai Nosso é aquilo que nós precisamos para nossa vida de cristãos, para a experiência da nossa fé em Deus”, explicou.

O sacerdote também ressalta que esta oração traduz a centralidade da pregação de Jesus: revelar o rosto paternal de Deus. “Jesus Cristo traz a identidade de Deus, Ele mostra que Deus é Pai, tanto que, a primeira palavra que Ele usa ao ensinar os discípulos a rezar é ‘Pai’; Cristo os ensina a chamarem Deus de Pai.”

Segundo padre Alessandro, aqueles que rezam esta oração recordam a sua filiação a Deus Pai, concedida aos homens por meio de Jesus Cristo. Na explicação do sacerdote, em Jesus todos são filhos e filhas, e para Deus é uma alegria ser chamado de Pai. “Deus se alegra em ter-nos como filhos”, afirmou.

No Ano da Fé, a Igreja convida os católicos a aprofundarem o seu conhecimento sobre a fé.

Veja abaixo, na tabela, os significados de cada expressão rezada na oração do Pai Nosso e conheça um pouco sobre as explicações que o Catecismo Jovem (YouCat) traz sobre esta oração.

Tabela_Entenda a oração do Pai Nosso

Por André Cunha, da Redação, Portal Canção Nova
Fonte Internet: http://noticias.cancaonova.com/brasil/entenda-o-significado-da-oracao-do-pai-nosso/?redirect=true

Assista abaixo alguns exemplos de Cânticos do “Pai Nosso”:

Significado da oração do Credo

A oração do Credo

No encerramento do Ano da Fé (30/6/67 a 30/6/68), em comemoração dos 1900 anos dos martírios de São Pedro e São Paulo, o Papa Paulo VI quis oferecer à Igreja a sua Profissão de Fé, que se chamou o Credo do Povo de Deus. Muitas razões tornaram este CREDO de Paulo VI de grande importância para a Igreja, sendo muito utilizado e citado nos documentos posteriores da Igreja. Desde o início de sua vida apostólica, a Igreja elaborou o que passou a ser chamado de Símbolo dos Apóstolos, assim chamado por ser o resumo fiel da fé dos Apóstolos; foi uma maneira simples e eficaz da Igreja apostólica exprimir e transmitir a sua fé em fórmulas breves e normativas para todos. O Creio sintetiza tudo aquilo que o católico crê. Este é como que o mais antigo Catecismo romano. O Creio, é a identificação do católico. Assim, ele é professado solenemente no Dia do Senhor, no Batismo e em outras oportunidades.

CREIO:

CREIO EM DEUS – Nosso Deus é o único Senhor (Deuteronômio 6,4; Marcos 12,29).

PAI TODO-PODEROSO – O que é impossível para os homens é possível para Deus (Lucas 18,27)

CRIADOR DO CÉU E DA TERRA – No princípio, Deus criou o céu e a terra (Gênesis 1,1).

CREIO EM JESUS CRISTO – Ele é o resplendor glorioso de Deus, a imagem própria do que Deus é (Hebreus 1,3).

SEU ÚNICO FILHO – Pois Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho único, para que todo aquele que crer nele não morra, mas tenha a vida eterna (João 3,16).

NOSSO SENHOR – Deus o fez Senhor e Messias (Atos 2,36).

QUE FOI CONCEBIDO POR OBRA E GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO – O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Deus Altíssimo repousará sobre ti como uma nuvem. Por isso, o menino que irá nascer será chamado Santo e Filho de Deus (Lucas 1,35).

NASCEU DA SANTA VIRGEM MARIA – Tudo isto ocorreu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito por meio do profeta: A virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado Emanuel, que significa: Deus está conosco) (Mateus 1,22-23).

PADECEU SOB O PODER DE PÔNCIO PILATOS – Pilatos tomou então a Jesus e mandou açoitá-lo. Os soldados trançaram uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça de Jesus e o vestiram com uma capa escarlate (João 19,1-2).

FOI CRUCIFICADO – Jesus saiu carregando sua cruz para ir ao chamado lugar da caveira (que em hebraico chama-se Gólgota). Ali o crucificaram e, com ele, outros dois, um de cada lado. Pilatos mandou afixar sobre a cruz um cartaz, que dizia: Jesus de Nazaré, rei dos judeus (João 19,17-19).

MORTO E SEPULTADO – Jesus gritou fortemente: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito! e, ao dizer isto, morreu (Lucas 23,46). Depois de baixá-lo da cruz, o envolveram em um lençol de linho e o puseram em um sepulcro escavado na rocha, onde ninguém ainda havia sido sepultado (Lucas 23,53).

DESCEU AOS INFERNOS – Como homem, morreu; porém, como ser espiritual que era, voltou à vida. E como ser espiritual, foi e pregou aos espíritos encarcerados (1Pedro 3,18-19).

AO TERCEIRO DIA, RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS – Cristo morreu por nossos pecados, como dizem as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia (1Coríntios 15,3-4).

SUBIU AOS CÉUS, ONDE ESTÁ SENTADO À DIREITA DE DEUS PAI TODO-PODEROSO – O Senhor Jesus foi levado ao céu e se sentou à direita de Deus (Marcos 16,19).

DE ONDE HÁ DE VIR PARA JULGAR OS VIVOS E OS MORTOS – Ele nos enviou para anunciar ao povo que Deus o constituiu juiz dos vivos e dos mortos (Atos 10,42).

CREIO NO ESPÍRITO SANTO – Pois Deus encheu nosso coração com o seu amor por meio do Espírito Santo que nos deu (Romanos 5,5).

CREIO NA IGREJA QUE É UNA – Para que todos sejam um, como tu, Pai, em mim e Eu em ti; que eles sejam também um em Nós para que o mundo creia que Tu me enviaste (João 17,21; João 10,14; Efésios 4,4-5).

É SANTA – A fé confessa que a Igreja… não pode deixar de ser santa (Efésios 1,1). Com efeito, Cristo, o Filho de Deus, a quem o Pai e com o Espírito Santo se proclama o Santo, amou a sua Igreja como sua esposa (Efésios 5,25). Ele se entregou por ela para santificá-la, a uniu a Si mesmo como seu próprio corpo e a encheu do dom do Espírito Santo para a glória de Deus (Efésios 5,26-27). A Igreja é, portanto, o povo santo de Deus (1Pedro 2,9) e seus membros são chamados santos (Atos 9,13; 1Coríntios 6,1; 16,1).

É CATÓLICA – E Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e nem o poder da morte poderá vencê-la (Mateus 16,18). Possui a plenitude que Cristo lhe confere (Efésios 1,22-23). É católica porque foi enviada em missão por Cristo à totalidade do gênero humano (cf. Mateus 28,19).

É APOSTÓLICA – O Senhor Jesus dotou a sua comunidade de uma estrutura que permanecerá até a total consumação do Reino. Antes de mais nada houve a escolha dos Doze Apóstolos, tendo Pedro como cabeça (cf. Mateus 3,14-15), visto que representavam as Doze Tribos de Israel (cf. Mateus 19,28; Lucas 22,30). Eles são os fundamentos da Nova Jerusalém (cf. Apocalipse 21,12-14). Os Doze (cf. Marcos 6,7) e os outros discípulos (cf. Lucas 10,1-2) participaram da missão de Cristo, em seu poder e também em sua sorte (cf. Mateus 10,25; João 15,20). Com todas estas providências, Cristo preparou e edificou a sua Igreja (2Timóteo 2,2).

CREIO NA COMUNHÃO DOS SANTOS – Depois disso, olhei e vi uma grande multidão de todas as nações, raças, línguas e povos. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro, e eram tantos que ninguém podia contá-los (Apocalipse 7,9).

NO PERDÃO DOS PECADOS – Aqueles a quem perdoares os pecados ser-lhe-ão perdoados (João 20,23).

NA RESSURREIÇÃO DA CARNE – Cristo dará nova vida a seus corpos mortais (Romanos 8,11).

E NA VIDA ETERNA – Ali não haverá noite e os que ali vivem não precisarão da luz da lâmpada, nem da luz do sol, porque Deus, o Senhor, lhes dará sua luz e eles reinarão por todos os séculos (Apocalipse 22,5).

AMÉM – Assim seja! Vem, Senhor Jesus! (Apocalipse 22,20).

Padre Reginaldo Manzotti