História

rosa-mistica (1)

Em 1º Dezembro de 1944, Pierina Gilli contraiu uma doença grave (meningite). Após receber os últimos sacramentos quando todos aguardavam a sua morte, no dia 17 de Dezembro apareceu-lhe Santa Maria Crucifixa Di Rosa, Fundadora das Servas da Caridade, que passou sobre sua testa e costas uma espécie de pomada que a curou, mas foi necessária uma longa convalescença.

Na metade do mês de Novembro de 1946, surgiram fortíssimas dores e vômitos, sintomas de uma oclusão intestinal que exigia uma intervenção cirúrgica urgente. Na noite de 23 para 24 de Novembro por volta das 3 horas, apareceu-lhe novamente Santa Maria Crucifixa Di Rosa que apontou para um canto do quarto onde viu uma senhora lindíssima transparente, vestida de roxo e um véu branco cobrindo-lhe a cabeça e descendo-lhe até os pés. Tinha os braços abertos e três espadas cravadas no seu peito em direção ao coração.

Santa Maria Crucifixa disse a Pierina que aquela senhora era a Virgem Maria e que ela estava pedindo orações, sacrifícios e penitências para reparar os pecados de três categorias de almas consagradas a Deus:

Primeira:
por aquelas almas que traem suas vocações.
Segunda:
para reparação dos pecados mortais dessas almas.
Terceira:
para reparar a traição dos sacerdotes que se tornaram indignos de exercer seu ministério.

Enquanto Santa Maria Crucifixa falava a Pierina, a linda senhora aproximou-se dela e ela pode enxergar duas espessas lágrimas que corriam de seus olhos e ouvi a sua doce voz que dizia: “ORAÇÃO, SACRIFÍCIO E PENITÊNCIA.”

Por volta das três horas e quinze minutos do dia 1º de Junho de 1947, aparece novamente Santa Maria Crucifixa e ao seu lado direito Nossa Senhora, não mais transparente mais como uma pessoa viva, vestida de roxo, um grande véu branco cobrindo-a da cabeça até os pés, de braços abertos com as três espadas no peito.

Por volta das quatro horas da madrugada do dia 13 de Julho de 1947, estava rezando na presença de algumas irmãs. Primeiro apareceu Santa Maria Crucifixa e pouco depois Nossa Senhora vestida de branco. Um manto de cor branca, amarrado debaixo do queixo, descia da cabeça até os pés, deixando entrever sobre a testa fios de cabelos ondulados de cor castanho claro. Enquanto falava Nossa Senhora abriu os braços, que até então estavam unidos, abrindo o manto mostrando o peito onde destacavam-se três lindíssimas rosas de cor branca, vermelha e amarela com reflexos dourados, no lugar que antes tinham estado as espadas. As espadas estavam no chão no meio de muitas rosas das mesmas cores que tinha no peito.

Após a missa das sete horas do dia 16 de Novembro de 1947, um domingo, na Igreja de Montechiari, apareceu Nossa Senhora e Pierina levantou do banco e foi andando até o centro da Igreja onde ajoelhou e Nossa Senhora pediu que traçasse com a língua uma cruz sobre quatro pedras de mármore para que servissem de lembrança da sua visita. Também Nossa Senhora mencionou Bonate onde não foi reconhecida a sua presença.

No dia 22 de Novembro de 1947, por volta das doze horas e trinta minutos, uma voz interior avisou a Pierina que Nossa Senhora a esperaria às quatro horas da tarde na paróquia. Novamente Nossa Senhora pediu para ela marcar as quatro pedras de mármore com o sinal da cruz, feito com a língua. Nossa Senhora disse a Pierina: “No dia 8 de dezembro, ao meio dia, virei a esta paróquia e acontecerá a HORA DA GRAÇA”.

Era a vigília da grande aparição pública prometida para o dia 8 de Dezembro de 1947, quando uma voz interior pede a Pierina para ir até a Igreja ao meio dia, porque Nossa Senhora estaria lá. Nossa Senhora apareceu com seu manto branco aberto sustentado do lado direito por um belíssimo menino, também vestido de branco. O lado esquerdo era levantado por uma menina lindíssima, também vestida de branco. Nossa Senhora pediu para guardar segredo desta aparição o dia todo e para Pierina fazer o sacrifício de não contar a ninguém, Pierina perguntou quem eram as duas belíssimas crianças e Nossa Senhora explicou que eram Jacinta e Francisco, os dois pequenos confidentes de Fátima.

Era o dia da festa da Imaculada Conceição, 8 de Dezembro de 1947 a igreja estava superlotada, com milhares de pessoas. Quando Nossa Senhora apareceu, Pierina viu uma escada toda branca, com cerca de quinze metros de cumprimento e uns cinco de largura. Suas laterais eram enfeitadas com muitas rosas brancas, vermelhas e amarelas, que formavam uma grade, fechando a escada dos dois lados. No alto da escada, no meio de um tapete formado por muitas rosas, em um nicho de rosas das mesmas cores, com os pés pousados sobre o tapete, vestida de branco, de mãos juntas estava Nossa Senhora. Desta vez Pierina não viu as três rosas exclamou: “Oh! Nossa Senhora!”. Nossa Senhora sorriu e disse:

“Eu sou a Imaculada Conceição. Eu sou Maria das Graças, Mãe do Divino Filho Jesus Cristo, Pela minha vinda a Montechiari, desejo ser chamada ROSA MYSTICA”.

Também disse:

“Desejo que todo ano, no dia 8 de dezembro realize-se a HORA DA GRAÇA UNIVERSAL. Com esta prática, serão alcançadas numerosas graças espirituais e corporais”.

No dia 27 de Fevereiro de 1966, por volta das quatorze horas e trinta minutos na presença da sua amiga Lúcia Mazzoti e do Padre Ilário Moratti, Nossa Senhora apareceu da forma habitual, como ROSA MYSTICA e disse:

“No Domingo da Festa da Misericórdia, 17 de abril, o meu Divino Filho Jesus Cristo enviar-Me-a mais uma vez sobre a terra de Montichiari, a fim …” O Bispo D. Luis Morstabilini, proibiu todo e qualquer tipo de publicidade. Nã manhã do dia 17 de abril de 1966 Pierina e Lúcia foram de ônibus até Montichiari e foram a pé rezando da Igrejá até Fontanelle. Num determinado momento Nossa Senhora indicou a Pierina a fonte que Nossa Senhora escolhera. Nossa Senhora inclinou-se e tocou na água da fonte em dois pontos. Depois elevou-se com grande esplendor abriu os braços e com eles o manto (que era muito grande) dava para enxergar a sua direita a Igreja de Montichiari e a Rocca de Maria e, a esquerda, um enorme casarão.

Por volta de meio dia do dia 13 de Maio de 1966 em Fontanelle, apareceu Nossa Senhora ROSA MYSTICA e entre outras coisas disse:

“Para salvar a humanidade, é necessário Oração, Sacrifício e Penitência. Desejo que aqui seja construído um tanque conveniente para que os doentes possam banhar-se. A outra fonte deve ser reservada para se tomar de sua água”.

Em Fontanelle por volta das quinze horas e trinta minutos do dia 9 de Junho de 1966, Festa de Corpus Christi apareceu Nossa Senhora e disse:

“Hoje meu Divino Filho enviou-Me novamente. (pausa)
Hoje é a festa do Corpo de Deus. É a festa da União. Festa do Amor”.

Abrindo os braços continuou:
“Gostaria que este trigo se transformasse em Pão Eucarístico…
Em muitas comunhões reparadoras.”

(Mostrava o trigo maduro em um campo adjacente).
Majestosamente, voltando seu olhar para o céu disse:
“Desejo que este trigo, transformado em hóstias, vá para Roma e no dia 13 de Outubro esteja em Fátima”.

Num outro momento sorrindo disse:
“… desejo que o povo de Montichiari consagre-se ao meu Coração (pausa). Peço aos filhos de Montichiari que se tornem dignos das graças que meu Divino Filho Jesus lhes tem enviado. Arrependam-se de seus pecados e voltem a ser cristãos exemplares (pausa) e sirvam de exemplo para o mundo. Montichiari é o lugar que meu Filho escolheu para enviar-Me como mensageira de suas graças”.

Em Fontanelle por volta das quinze horas e trinta minutos dia 6 de Agosto de 1966, Nossa Senhora apareceu ficou um tempo em silêncio e depois disse:

“O meu Divino Filho enviou-me novamente para pedir a UNIÃO MUNDIAL DA COMUNHÃO REPARADORA, NO DIA 13 DE OUTUBRO”.

Também disse:
“Seja difundida no mundo inteiro a notícia desta santa iniciativa. Deve ser feita pela primeira vez, neste ano de 1966 e repetida todos os anos”.

O desejo de Nossa Senhora de enviar o trigo a Roma e a Fátima foi realizado por intermédio do pároco, Monsenhor Francisco Rossi, o Papa Paulo VI abençoou pessoalmente o trigo que foi utilizado na santa comunhão.

Em 22 de Julho de 1973 nove horas e trinta minutos na capela da casa de Pierina apareceu Nossa Senhora de pé, perto do altar. Num momento determinado Pierina pergunta a Nossa Senhora o porquê da manifestação com o nome ROSA MYSTICA e qual o sentido desse nome. Nossa Senhora responde:

“O nome ROSA MYSTICA não tem em si nada de novo. De ROSA MYSTICA fui chamada naquele momento em que meu Divino Filho Jesus se fez homem. Na ROSA MYSTICA está simbolizado o FIAT da Redenção e o FIAT da minha colaboração. Eu sou a Imaculada Conceição, a Mãe do Senhor, a Mãe da Graça e a Mãe do Corpo Místico: a Igreja! Eis porque o meu Divino Filho enviou-me a Montichiari em 1947 e Eu vim pousando os meus pés na parte central da igreja, no meio de muitos dos meus filhos… Para mostrar que Eu sou a Mãe do Corpo Místico, a Igreja. Aquilo foi só uma advertência e um convite a oração dirigido a todos os filhos. Penitência… Reparação. Falei naqueles dias porque estavam chegando tempos difíceis, repletos de ateísmo e de enfraquecimento no amor a Deus e a esta sua Mãe do Céu”.

Enquanto Nossa Senhora falava, seus olhos estavam cheios de lágrimas. Em seguida, acrescentou:

“A graça do Senhor e a sua misericórdia ainda farão reflorescer a ROSA MYSTICA na Igreja. E, se atenderem ao meu maternal convite, Montichiari se tornará o lugar do qual a luz mística se irradiará para todo o mundo. Sim, tudo isso acontecerá!”

De 1968 até o fim da sua vida terrena, Pierina teve o grande dom de freqüentes aparições de Nossa Senhora. Na maioria das vezes, tratava-se de mensagens para situações particulares. Muitas vezes eram mensagens de ânimo para a continuação da obra, bênçãos para quem trabalhava por essa causa como o Padre Taddeu Laux, dos Padres Salvatorianos de Bad Wurzach. Naturalmente, todas as mensagens que geraram a devoção a ROSA MYSTICA foram aquelas dos anos de 1947 a 1966.